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Crise na Grécia

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Credores analisam propostas gregas, presidente do Eurogrupo antevê acordo

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, falou hoje na possibilidade de se chegar a um acordo com a Grécia "no fim desta semana" depois de, na reunião de hoje, os ministros das Finanças terem feito uma primeira avaliação das novas propostas gregas. O comissário europeu dos Assuntos Económicos adianta que estas propostas são uma "boa base de trabalho".

© Yves Herman / Reuters

Segundo disse em conferência de imprensa o também ministro das Finanças holandês, as novas propostas enviadas pelo Governo helénico "são bem-vindas" e representam "passos positivos" em direção a um entendimento, mas uma vez que algumas só chegaram hoje de manhã houve pouco tempo para fazer uma avaliação mais aprofundada das medidas.

"Usaremos estas novas propostas gregas como base para um acordo. Se tudo correr bem, podemos chegar a um acordo no final desta semana", afirmou Dijsselbloem, após cerca de duas horas de reunião dos ministros das Finanças da zona euro.

Um novo Eurogrupo acontecerá ainda esta semana, sendo o objetivo dar o aval às medidas a adotar pela Grécia com vista a libertar dinheiro para Atenas e, assim, evitar o incumprimento do Estado grego.

Credores começam "imediatamente" a trabalhar nas novas propostas de Atenas

As instituições credoras da Grécia vão começar a trabalhar "imediatamente" nas novas propostas de Atenas. "Recebemos as propostas e demos uma primeira vista de olhos", disse o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, classificando-as como "uma boa base de trabalho, sólida e global".

O trabalho das instituições, em conjunto com as autoridades gregas, tem em vista a possibilidade de se chegar em breve a um acordo.

A questão volta a ser discutida, apenas a nível político, na cimeira da zona euro em que Portugal está representado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, com início marcado para as 19:00 em Bruxelas (18:00 em Lisboa).

Depois do ceticismo com que vários ministros das Finanças entraram para este Eurogrupo, as declarações aos jornalistas do também ministro das Finanças holandês visam dar um tom otimista para uma solução para a crise grega.

Há cinco meses que se arrasta o processo de negociações entre Atenas e os credores, representados pela 'troika' - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional (FMI) - quanto às reformas a adotar pelo país, sem o qual os parceiros europeus e os credores não libertam a última parcela do programa de resgate, de 7,2 mil milhões de euros. 

Se não receber esse dinheiro, ou pelo menos parte dele, a Grécia - que está a poucos dias de ter de pagar os 1,6 mil milhões de euros ao FMI, a 30 de junho, - ficaria muito próxima do 'default' (incumprimento) e aumenta o risco de uma saída da zona euro (o denominado 'Grexit').


Com Lusa
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