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Crise na Grécia

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Principais acontecimentos desde a vitória do "não" na Grécia

Cronologia

A Grécia prometeu hoje apresentar uma nova agenda de reformas "credível", em resposta ao ultimato dos líderes europeus, que aponta domingo como a data final para se chegar a um acordo que evite a saída do país da moeda única. 

Michael Probst

Eis os principais acontecimentos desde domingo, dia em que os gregos rejeitaram, em referendo, por ampla maioria, as propostas dos credores internacionais, agravando o clima de incerteza na zona euro:

5 de julho: 

- Os gregos rejeitaram, num referendo marcado no final de junho, as propostas apresentadas pelos credores do país (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), com uma vitória do "não" (61,3% dos votos). 

- Depois da vitória, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, garantiu aos seus compatriotas que o referendo não marca de todo "uma rutura com a Europa", mas trata-se antes de "um reforço do poder de negociação" do seu Governo. "Desta vez a dívida vai estar sobre a mesa de negociações", disse. 

- O ministro da Economia e vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, considerou que Tsipras "fechou as últimas pontes entre o seu país e a União Europeia (UE)".

6 de julho:

- O ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, demite-se.

- O novo ministro das Finanças, Euclides Tsakalotos, disse que os gregos deixaram claro no referendo que "não aceitam uma solução inviável".

- Berlim afirmou que as condições "não satisfazem as exigências para um novo resgate" e recusou discutir a reestruturação da dívida. 

- O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter inalterado o teto máximo da linha de liquidez de emergência aos bancos gregos, enquanto aumentou as condições para concessão de crédito.

- O presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, reuniram-se em Paris. 

7 de julho: 

- O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que "a França fez e fará tudo ao seu alcance para garantir que a Grécia permanece na zona euro". 

- O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que o seu "desejo é evitar o ´Grexit` [saída da Grécia da zona euro]".

- Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, disse que uma saída da Grécia da zona euro "não está excluída", se Atenas não apresentar "um pacote de reformas credível". 

- Numa reunião de emergência em Bruxelas, os líderes da zona euro apontaram domingo como data final para decidir sobre um novo pacote de ajuda, sem o qual a Grécia pode ter que deixar a zona euro. 

- Os líderes europeus disseram estar preparados para um "cenário" que inclui a saída da Grécia da zona euro, revelou Jean-Claude Juncker, que não excluiu essa hipótese, face à paralisação das negociações com Atenas.

- O vice-ministro das Finanças grego informou que a reabertura dos bancos gregos deve ser feita de forma "progressiva" até ao final da semana.

8 de julho:

- Alexis Tsipras comprometeu-se a submeter aos credores "mais propostas concretas para reformas credíveis", como foi exigido pela zona euro, em troca de um terceiro pacote de ajudas. "Não deixemos que a Europa se divida", disse perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França. 

- É a "última chance" para se chegar a um acordo, advertiu o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

- A Grécia comprometeu-se com o corte nas pensões e subida do IVA "na próxima semana", em troca de um empréstimo a três anos do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), indicou o novo ministro das Finanças grego.

- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América disse acreditar que um acordo só é possível se Atenas tomar "decisões difíceis" com reformas estruturais na economia grega e a Europa ceder com um alívio da dívida. 

- O presidente do Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilização (MEE), Jeroen Dijsselbloem, pediu à Comissão Europeia e ao BCE que comecem a analisar a situação económica da Grécia.

- O Conselho de Governadores do BCE decidiu manter inalterado o teto máximo da linha de liquidez de emergência aos bancos gregos, segundo fontes ligadas ao processo citadas pela agência financeira Bloomberg.

Lusa

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