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Crise na Grécia

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Radicais do Syriza apresentam lista própria às eleições antecipadas

A ala radical do Syriza, a Plataforma de Esquerda, anunciou hoje que vai apresentar a sua própria lista às eleições antecipadas, um dia após demissão do primeiro-ministro, Alexis Tsipras.

© Marko Djurica / Reuters


"A Plataforma de Esquerda vai contribuir para a formação de uma frente ampla, progressista, democrática e antimemorando, que participará nas eleições para impor o cancelamento dos memorandos [com os credores]", afirmou em comunicado.

Esta corrente, que defende o regresso do dracma como moeda nacional e critica duramente as negociações de Tsipras com os credores, devido à sua oposição aos novos ajustes, representa menos de 30% dos membros do Syriza, a coligação liderada pelo primeiro-ministro demissionário.

Na quinta-feira, Tsipras anunciou a sua demissão e apelou à convocação de eleições antecipadas na Grécia, numa declaração ao país através da televisão pública grega.

"O meu mandato de 25 de janeiro [eleições legislativas que foram conquistadas pelo Syriza, coligação de esquerda radical] expirou. Agora o povo deve pronunciar-se. Vocês, com o vosso voto, vão decidir se negociámos bem ou não", disse.

Grupo dissidente do Syriza vai chamar-se Unidade Popular

A ala dissidente do Syriza, a Plataforma de Esquerda, vai passar a chamar-se Unidade Popular e formará o seu próprio grupo parlamentar com 25 dos atuais deputados, anunciou hoje o Parlamento grego.

Os membros do novo partido são provenientes da ala mais à esquerda do Syriza e recusam o acordo com os credores, alcançado pelo primeiro-ministro, Alexis Tsipras, que na quinta-feira apresentou a demissão.

Tsipras anunciou a sua demissão e apelou à convocação de eleições antecipadas na Grécia, numa declaração ao país através da televisão pública.

"O meu mandato de 25 de janeiro [eleições legislativas que foram conquistadas pelo Syriza, coligação de esquerda radical] expirou. Agora o povo deve pronunciar-se. Vocês, com o vosso voto, vão decidir se negociámos bem ou não", disse.

A ala radical do Syriza defende o regresso do dracma como moeda nacional e critica duramente as negociações de Tsipras com os credores, devido à sua oposição aos novos ajustes, representa menos de 30% dos membros do Syriza, a coligação liderada pelo primeiro-ministro demissionário.

Lusa

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