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Crise na Grécia

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Assistência à Grécia poderá estar em causa se FMI rejeitar participar

© John Kolesidis / Reuters

O diretor-geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Klaus Regling, admitiu esta segunda-feira que as instituições europeias não aprovarão o desembolso da próxima 'tranche' do programa de assistência à Grécia se o Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeitar participar no resgate.

"Essa é a minha hipótese de trabalho. Não porque seja a minha condição, mas porque os nossos Estados-membros assim o entendem. Esse é o acordo institucional a que chegámos no passado. Essa é a minha hipótese de trabalho", afirmou Regling aos jornalistas quando questionado sobre se a participação do FMI era uma condição para aprovar o próximo desembolso à Grécia.

O FMI vai anunciar em 06 de fevereiro se participa no resgate à Grécia, face ao qual agora só proporciona apoio técnico aos credores europeus - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e MEE -, mas os Estados -membros, nomeadamente a Alemanha, que conta com o apoio de Bruxelas, insistem que a instituição deve participar no resgate.

Nesta decisão, o Fundo terá em conta a análise de sustentabilidade da dívida helénica que considera ser "altamente insustentável", o que contraria a posição do MEE, que entende que esta "pode ser gerível".

Neste sentido, Regling lembrou que estas preocupações "não são novas" e que a posição do MEE é "clara" quanto a continuar o programa com a participação do FMI, não porque necessitem do seu apoio financeiro, considerando que o MEE o pode proporcionar, mas porque esse foi o acordo entre as instituições "e não há razão para mudá-lo agora".

O diretor-geral do MEE assumiu que o deixa "muito nervoso" a possibilidade de o FMI recusar participar no resgate, "porque isto criaria sérios problemas em alguns países", e assegurou que o presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem, bem como as instituições europeias, "estão a trabalhar" para que o FMI participe na próxima reunião do Eurogrupo.

Questionado sobre se as instituições europeias têm um "plano B" caso o FMI rejeite participar no resgate à Grécia, Regling respondeu negativamente.

O responsável antecipou que as instituições europeias não terão de desembolsar os 86.000 milhões de euros previstos no terceiro resgate, uma vez que, quer o crescimento, quer o desempenho orçamental do país foram "melhores do que o esperado" e a banca "provavelmente necessitará de menos 20.000 milhões de euros que o previsto".

Na sexta-feira, foi divulgado um relatório segundo o qual o FMI considera a situação da dívida grega "insustentável" e "explosiva" a longo prazo e apela à zona euro para propor medidas de alívio "mais credíveis".

Lusa

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    O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera a situação da dívida grega "insustentável" e "explosiva" a longo prazo e apela à zona euro para propor medidas de alívio "mais credíveis", indica um relatório citado esta quinta-feira pela AFP.

  • Com a multiplicação de bons indicadores económicos e financeiros do país, multiplicam-se os elogios ao Governo e declaram-se mortas e enterradas as políticas do passado recente, nomeadamente a da austeridade. Nada mais errado. O que os bons resultados agora alcançados provam definitivamente é que a austeridade resolveu de facto os problemas das contas públicas e, mais do que isso, contribuiu para o crescimento económico que foi garantido por reformas estruturais e pela reorientação do modelo económico.

    José Gomes Ferreira

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