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Nove suspeitos da Operação Lava Jato foram libertados por juíz de Curitiba

O juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Brasil, decidiu libertar os nove detidos preventivamente, da 26.ª fase da Operação Lava Jato, identificada como Operação Xepa.

Os principais envolvidos no esquema de corrupção são funcionários da companhia estatal, políticos, entre outras pessoas relacionadas com o Governo brasileiro.

Os principais envolvidos no esquema de corrupção são funcionários da companhia estatal, políticos, entre outras pessoas relacionadas com o Governo brasileiro.

© Nacho Doce / Reuters

As detenções foram feitas a 22 de março e, hoje, o juiz considerou não ser necessária a prorrogação da sentença.

Sérgio Moro determinou também que nenhum poderá deixar o país durante as investigações e que devem entregar os passaportes, no prazo de três dias.

"Diante dos indícios de que executivos do Grupo Odebrecht foram deslocados para o exterior durante as investigações, nele obtendo refúgio, imponho como medida cautelar alternativa à prisão a proibição de que os os investigados ora soltos deixem o país", diz o despacho, citado pela Agência Brasil.

Os nove detidos foram investigados por crimes que envolvem fraudes documentais.

No despacho, o juiz diz também que vai enviar para o Supremo Tribunal Federal documentos apreendidos na residência do presidente executivo da empresa Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, nos quais se identificam pagamentos a cerca de 200 políticos.

De acordo com o juiz, é prematura qualquer conclusão quanto à natureza dos pagamentos, se ilícitos ou não.

Os pagamentos "podem retratar doações eleitorais lícitas ou mesmo pagamentos que não se tenham efetivado", diz Moro, que, "à cautela" recomenda, porém, "que a questão seja submetida desde logo ao Egrégio Supremo Tribunal Federal".

Lusa

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