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Oposição vai apresentar queixa-crime contra Dilma e Lula por compra de deputados

Partidos da oposição brasileira anunciaram que irão hoje à Polícia Federal para apresentar uma queixa-crime contra a Presidente Dilma Rousseff, e o seu antecessor, Lula da Silva, por alegada compra de deputados.

© Ueslei Marcelino / Reuters

Os líderes dos partidos da oposição explicaram, numa entrevista coletiva com media locais, que vão pedir uma investigação sobre atos cometidos pelo Governo nos últimos dias que representam "desvios de finalidade" para impedir a derrota de Dilma Rousseff na votação do pedido de impugnação do mandato presidencial marcada para domingo na Câmara dos Deputados.

O Partido Socialista (PS), os Democratas (DEM), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Partido Social Cristão (PSC) acusam ainda o Governo de corrupção ativa e corrupção passiva.

Os partidos indicam como provas desses crimes a oferta de cargos e nomeações publicadas no Diário Oficial da União nos últimos dias e a atuação nas negociações de ministros, dos governadores dos estados de Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Bahia, além do ex-presidente Lula da Silva, escreve o jornal Estado de São Paulo.

Os opositores também apontam como indício de compra de votos a transferência de terras da União para o Governo do Amapá, estado de maioria dos votos não declarados.

"O Diário Oficial amanheceu recheado de nomeações. Isso é a utilização abusiva da máquina pública para tentar reverter o processo de 'impeachment'", denunciou o líder do DEM, Pauderney Avelino.

O político acusou ainda o Governo de "usar a máquina pública de forma desavergonhada, libertando recursos federais, cargos, verbas para estados e municípios só para converter votos" e de "intimidação" e "jogo sujo".

Numa altura em que a votação do processo de impugnação parece cada vez mais renhida, a oposição reconheceu ter deixado de contar com entre "dois a quatro" votos, entre sexta-feira e sábado, de deputados indecisos, segundo a edição 'online' da Folha de São Paulo.

A oposição decidiu dirigir-se à Polícia Federal e não a Procuradoria-Geral da República, por esta não funcionar ao fim de semana.

São necessários os votos de pelo menos 342 dos 513 deputados da Câmara para o processo seguir para o Senado, onde será também votado.

Para arquivar o pedido, a chefe de Estado precisa do apoio de 171 deputados, entre votos a favor, faltas e abstenções.

Se a impugnação passar no Senado, o vice-presidente, Michel Temer, assume temporariamente a Presidência brasileira.

Lusa

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