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Operação Lava Jato

Mais de metade dos senadores que decidem futuro de Dilma têm processos na justiça

Dos oitenta senadores brasileiros que votam hoje a abertura do processo de 'impeachment' (destituição) da Presidente, Dilma Rousseff, 47 têm processos pendentes na justiça.

© Ueslei Marcelino / Reuters

Segundo a Organização Não Governamental (ONG) Transparência Brasil, mais de 60 por cento do Senado (Câmara alta) tem contas pendentes na justiça brasileira. O Senado conta com 81 eleitos, mas um dos eleitos, Delcídio do Amaral, perdeu o mandato na terça-feira mas ainda ainda não foi substituído.

Vinte e quatro senadores são investigados em inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF), sendo que cinco deles também são réus em ações penais abertas naquele mesmo órgão.

No total, são 25 as suspeitas de crime que decorrem nesses processos, sendo lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores o mais citado, com 27 inquéritos e uma ação penal.

Em segundo lugar, aparece o crime de corrupção passiva, com um total de 25 investigações em curso.

No levantamento da ONG, ainda foram identificados 15 senadores que já foram condenados pela Justiça, o que representa 18% do Senado.

Além disso, 13 parlamentares que fazem parte do Senado são alvos de inquéritos no STF devido a investigações da Operação Lava-Jato, que visa os crimes de corrupção praticados na petrolífera estatal Petrobras.

Para que a chefe de Estado seja sujeita a um processo judicial, é necessário que 41 senadores se manifestem favoravelmente ao andamento do processo numa sessão que começou por volta das 10:00 (14:00 Lisboa) de quarta-feira.

Caso o processo avance, Dilma Rousseff será provisoriamente substituída pelo vice-Presidente Michel Temer por um período máximo de 180 dias.

Lusa