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Tribunal eleitoral envia ao Supremo suspeitas de fornecedora da campanha de Dilma

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, Gilmar Mendes, enviou esta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) indícios de irregularidades relativos a uma fornecedora da campanha da Presidente com mandato suspenso, Dilma Rousseff.

A empresa DCO Informática Comércio e Serviços, responsável pelo envio de mensagens para telemóveis durante a campanha, recebeu 4,8 milhões de reais (1,3 milhões de euros) entre 21 de outubro e 25 de outubro de 2014 da campanha de Dilma Rousseff pelo serviço.

A empresa em causa não tem alvará de funcionamento nem identificação na fachada e conta apenas com um computador e três funcionários, que não estão registados.

A DCO foi contratada para enviar mensagens por uma aplicação de conversa instantânea, cobrando por cada entre 0,06 (0,016) e 0,16 reais (0,044 euros), tendo subcontratado outra empresa.

As contas da campanha para a reeleição da Presidente com mandato suspenso foram aprovadas em 2014, mas com ressalvas, continuando sob investigação por existirem suspeitas de crimes fiscais, como sonegação e lavagem de dinheiro.

Em fevereiro do ano passado, Gilmar Mendes, que é relator das contas de Dilma Rousseff no TSE, tinha pedido que órgãos de controlo fiscalizassem a DCO e outras seis empresas por suspeitas de irregularidades.

Num inquérito da Polícia Federal para analisar suspeitas, são apuradas eventuais ilegalidades encontradas também na prestação de serviço de empresas contratadas pela campanha, entre as quais a Focal Confecção e Comunicação.

No entanto, as investigações aguardam por uma decisão do STF se o caso deve seguir na primeira instância ou no próprio tribunal.

A campanha de Dilma Rousseff já fez saber que não houve irregularidades e que as contas da campanha presidencial foram aprovadas pelo TSE.

Dilma Rousseff passou hoje a responsabilidade para o Partido dos Trabalhadores (PT) por pagamentos da sua campanha ao publicitário João Santana, investigado na Operação Lava Jato, que trata do maior esquema de corrupção da história brasileira.

Lusa

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