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Justiça brasileira condena ex-presidente da Eletronuclear a 43 anos de prisão

Um polícia sai da sede da empresa Eletronuclear, subsidiária do grupo Eletrobras, Rio de Janeiro, Brasil.

© Sergio Moraes / Reuters

O Tribunal Federal do Rio de Janeiro condenou o ex-presidente da empresa estatal Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, a 43 anos de prisão por crimes de corrupção e branqueamento de capitais, entre outros, informaram fontes judiciais.

O Ministério Público afirmou que o ex-presidente da empresa estatal recebeu subornos por contratos assinados entre a empresa e as construtoras Andrade Gutierrez e Engevix para a construção da central nuclear Angra 3.

As irregularidades na Eletronuclear foram detetadas no âmbito das investigações de corrupção na companhia petrolífera estatal Petrobras, que também já levou diretores da Petrobras, políticos e empresários à prisão.

Na sentença de Pinheiro da Silva, o juiz do tribunal federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, declarou que o empresário "abriu mão da sua honrada história" para praticar crimes de branqueamento de capitais com o objetivo de ter uma "reforma mais confortável".

O magistrado também condenou a 14 anos e 10 meses de prisão a filha de Pinheiro da Silva, Ana Cristina da Silva Toniolo, assim como outras 11 pessoas.

As investigações detetaram diversas irregularidades nos contratos para a construção de Angra 3, entre elas, formação de cartel, fraude em licitações e pagamento de luvas a empregados da estatal em troca da concessão das obras.

Os contratos para a construção da terceira central nuclear brasileira foram adjudicados pela Eletronuclear, subsidiária do grupo Eletrobras, a várias empresas acusadas de desviar recursos da Petrobras e, segundo as autoridades, o método usado para desviar dinheiro foi o mesmo utilizado na petrolífera.

De acordo com a polícia, as empresas privadas envolvidas na rede de corrupção obtinham contratos manipulados com as estatais, inflacionavam os valores e repartiam parte dessa diferença com políticos que apoiavam essas práticas.

Lusa

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