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Operação Lava Jato

PT fala em perseguição e tentativa de interditar vida política de Lula

O Presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, considerou esta quarta-feira que a acusação contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "uma perseguição" política e uma tentativa de impedi-lo de participar em novas eleições.

"Todo o processo é sem prova, um processo em função de delações [prestação de informações à polícia], e ele tem um objetivo claro que nós declarámos desde o início: trata-se de tentar interditar o Presidente Lula, que não cometeu nenhum crime", disse Rui Falcão.

O líder partidário, que participou hoje numa reunião do PT em São Paulo, na qual Lula da Silva também esteve presente, acrescentou: "Eles não veem como suportar uma eleição direta. Depois de um bombardeio de mais de dez anos, ele [Lula] continua a liderar as sondagens".

Rui Falcão disse não ter ficado surpreendido com a denúncia, considerando que faz parte de uma tentativa de criminalização do ex-Presidente, que poderá candidatar-se nas presidenciais de 2018.

"Lula sabe, desde que assumiu a Presidência da República, que é insuportável para a elite brasileira ter um operário, que eles esperavam que fosse fracassar, ter sido o melhor Presidente que o Brasil já teve", comentou.

Vários políticos também têm comentado a acusação, dividindo-se entre os que apontam o dedo a Lula da Silva e os que a defendem, lembrando os seus feitos políticos e falando num "discurso de ódio" e de "inquisição".

O presidente da Câmara dos Deputados (câmara baixa do Congresso), Rodrigo Maia, dos Democratas (DEM), disse que "não há freio" que consiga parar a Operação Lava Jato, elogiando a investigação, mas sem comentar a denúncia contra o ex-Presidente, porque não acompanhou a conferência de imprensa com os procuradores.

O líder do Governo no Senado, Aloysio Nunes, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), referiu: "Não há organização criminosa sem um comando. Parece que hoje o Ministério Público apontou um chefe e o chefe é o Lula".

O procurador Deltan Dallagnol afirmou hoje que Lula da Silva é o "comandante máximo do esquema de corrupção" na Petrobras.

O Ministério Público Federal (MPF) acusou hoje o ex-Presidente, a sua mulher, Marisa Letícia, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e outras quatro pessoas ligadas à mesma empresa de construção civil.

Em causa estão crimes de corrupção activa e passiva e lavagem de dinheiro.

Lusa

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