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Líder da CDU critica proposta do PSD sobre cortes na Segurança Social

Jerónimo de Sousa criticou hoje o eventual aumento de impostos sugerido pelo PSD como alternativa ao corte de 600 milhões de euros na Segurança Social, argumentando que "quem paga são sempre os mesmos", referindo-se aos trabalhadores e famílias.

Lusa/Arquivo

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TIAGO CANHOTO

"Dizem que estamos no bom caminho, que agora é que vamos crescer, agora é que se encontram soluções para os problemas estruturantes do país e, no entanto, por exemplo, enviaram para Bruxelas um chamado Plano de Estabilidade, em que claramente se afirma que é preciso cortar mais 600 milhões de euros na Segurança Social", disse o líder do PCP.

Jerónimo de Sousa, que falava durante um comício da Coligação Democrática Unitária (CDU), em Santiago do Cacém, introduzia assim o tema dos cortes no orçamento que defende prejudicarem "sempre os mesmos".

"Hoje, Passos Coelho começou a inverter o discurso conjuntamente com a ministra das Finanças", continuou, criticando que seja apresentada pelo líder do PSD a sugestão de aumentar impostos como uma de "outras soluções" alternativas aos cortes "de 600 milhões de euros na Segurança Social".

"Naturalmente que a grande conclusão que se tira, seja nos cortes na Segurança Social, seja no aumento dos impostos, quem paga são sempre os mesmos, são os trabalhadores, as suas famílias, são os pequenos e médios empresários, são todos aqueles que têm sido vítimas desta política de confisco deste Governo do PSD e do CDS", criticou.

Remetendo para o debate de quarta-feira entre o candidato do PSD, Passos Coelho, e do PS, António Costa, Jerónimo de Sousa aproveitou para responsabilizar ambos os partidos "pela situação do País".

O líder da CDU defendeu que o PS não pode "meter o conta-quilómetros a zero", considerando que "tanto um como outro têm responsabilidades na situação em que o país se encontra hoje".

"Costa afirmava de peito cheio, e com razão até, que a dívida durante estes quatro anos aumentou. É a constatação de um facto. Só que isto é metade da história. Sendo assim, e é verdade que é uma dívida insustentável, o PS não disse uma coisa importante, o que é que o PS quer fazer em relação a isso", questionou.

Ainda durante a sua intervenção, comentando as sondagens que apontam num sentido de voto de mais de 30 por cento na coligação entre o PSD e o CDS, Jerónimo de Sousa desvalorizou esses números, considerando-os "uma derrota" para os dois partidos.

"É preciso lembrar que há quatro anos eles tiveram mais de 50% de votos, o que signifca que, se agora tiverem 30 e poucos porcento, vão levar um porradão, vão perder as eleições, vão ser derrotados", asseverou.

O discurso de Jerónimo de Sousa fechou um almoço com militantes e apoiantes em Santiago do Cacém, em que participaram também Francisco Lopes, cabeça de lista da CDU pelo circulo eleitoral de Setúbal, e Heloísa Apolónia, terceiro elemento da lista do mesmo distrito.

Lusa

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