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"Só precisa de pedir confiança quem não tem confiança"

O líder parlamentar do PSD sugeriu hoje ao primeiro-ministro que apresentasse uma moção de confiança para demonstrar a estabilidade da sua solução governativa. António Costa respondeu que não precisa, pois o Governo do PS já se apresenta confiante.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

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Durante o debate do Programa do XXI Governo, na Assembleia da República, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, perguntou ao primeiro-ministro "por que não apresenta uma moção de confiança a este parlamento", argumentando que "não aprovar uma moção de rejeição, no contexto em que o seu Governo inicia funções, é diferente do que aprovar uma moção de confiança".

"Dou-lhe uma resposta que creio que é simples e clara: só precisa de pedir confiança quem não tem confiança", retorquiu o primeiro-ministro, aplaudido pelas bancadas da esquerda. "Senhor deputado, lamento desiludi-lo, este é um Governo que se apresenta na Assembleia da República confiante - e confiante, desde logo, no suporte parlamentar maioritário que lhe dá legitimidade para estar aqui", acrescentou António Costa.

PSD defende que moção de rejeição expressa vontade popular

Entretanto, Montenegro confirmou a apresentação de uma moção de rejeição, com o CDS-PP, contra um programa de Governo apresentado pelos "derrotados unidos".

"Este Governo socialista e este primeiro-ministro estão diminuídos na sua autoridade política e feridos de morte na sua legitimidade popular. O povo não escolheu o doutor António Costa para exercer as funções de primeiro-ministro, o povo não escolheu o programa do PS, e muito menos o programa do Bloco de Esquerda ou do PCP para serem a base da ação governativa", afirmou Luís Montenegro.

Referindo-se aos acordos políticos que o PS assinou com Bloco, PCP e "Os Verdes" para formar Governo, o líder parlamentar do PSD acrescentou: "Fizeram tudo isto um pouco às escondidas e não disseram antes das eleições o que congeminaram entre si sabe-se lá desde quando. Rejeitar este programa na Assembleia da República não é, portanto, mais do que expressar a genuína vontade popular manifestada pelos portugueses nas últimas eleições".

Com Lusa