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Marcelo sucede a Cavaco

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Marcelo deseja sucesso ao Governo de Costa mas sem "cheques em branco"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu hoje cumprimentos do Governo de António Costa, em Belém, e reiterou os desejos de sucesso ao executivo do PS, mas afirmou que não passa "cheques em branco".

TIAGO PETINGA/ LUSA

Nesta cerimónia de apresentação de cumprimentos do Governo ao Presidente da República, realizada na Sala das Bicas do Palácio de Belém, o primeiro-ministro, António Costa, renovou o "compromisso de máxima lealdade e cooperação" com o chefe de Estado.

Por sua vez, Marcelo Rebelo de Sousa desejou "sucesso na atuação do Governo" e afirmou: "Nenhum Presidente da República passa cheques em branco a nenhum Governo, mas nenhum Presidente da República deve ter preconceito em relação a nenhum Governo".

"É fundamental que haja sucesso na atuação dos órgãos de soberania, sucesso na atuação do Governo, num momento em que se impõe na sociedade portuguesa uma pacificação, uma desdramatização, uma descrispação, uma estabilidade política, económica e social. É aquilo que eu sinto que as portuguesas e os portugueses querem. É isso que deve ser o desígnio da atuação dos órgãos de soberania", considerou.

Nesta ocasião, o Presidente da República voltou a defender que a importância da cooperação entre órgãos de soberania é reforçada por acontecimentos como "o ataque cego e cobarde" de terça-feira em Bruxelas.

A este propósito, Marcelo de Sousa congratulou-se com "a intervenção do senhor ministro dos Negócios Estrangeiros reafirmando a presença do Presidente da República e do primeiro-ministro no 10 de Junho em Paris com a comunidade portuguesa".

"É um sinal de que não vacilamos, de que não temos medo, de que não nos intimidamos", declarou.

O Presidente da República salientou que, no mesmo dia, haverá a celebração do 10 de Junho em Portugal, e depois em Paris, "no território espiritual de Portugal que também são as comunidades portuguesas".

No que respeita ao relacionamento entre Governo e Presidente da República, o primeiro-ministro defendeu que deve haver "consonância" não apenas nos domínios em relação aos quais a Constituição atribui especiais competências ao chefe de Estado, mas "no conjunto das matérias que são fundamentais para o país".

"É essa consonância que nós gostaríamos sempre de manter, e quero testemunhar que nestas duas semanas de partilha de funções de Estado tem sido possível e houve sempre em todos os momentos uma total consonância no que diz respeito à política externa, à nossa participação de Portugal na União Europeia e noutras matérias importantes para o país como a estabilização do nosso sistema financeiro", acrescentou.

António Costa assegurou "toda a permanente disponibilidade" dos membros do Governo para cooperar com o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu ao primeiro-ministro e voltou a desejar "o êxito da atividade governativa, porque significará o êxito de Portugal".

Lusa