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Mário Soares 1924-2017

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Freitas do Amaral não vai participar nas cerimónias fúnebres por problemas de saúde

"Morreu o 'Patriarca da Democracia'. Ninguém a encarnou melhor do que ele, antes e depois de 1974." Diogo Freitas do Amaral, fundador do CDS, sobre a morte de Mário Soares, 07-01-2017

LUSA

O ex-líder do CDS Diogo Freitas do Amaral está impedido de participar nas cerimónias fúnebres do antigo presidente da República Mário Soares, devido a ter sido submetido a "uma intervenção urgente na coluna dorsal", informou esta segunda-feira o seu gabinete.

Freitas do Amaral teve de ser submetido a "uma intervenção urgente na coluna dorsal, no fim de semana passado, pelo que está em casa em repouso completo o que o impede de sair de casa e participar nas cerimónias fúnebres de hoje e de amanhã [terça-feira], respeitantes ao Dr. Mário Soares, o que muito lamenta", lê-se na nota do gabinete de Freitas do Amaral enviada à Lusa.

Fundador do CDS, Freitas do Amaral foi candidato derrotado por Mário Soares nas presidenciais de 1986, mas de quem se tornou amigo.

A 14 de dezembro de 2016, um dia depois de Mário Soares ter sido internado no hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde viria a falecer no sábado passado, Freitas do Amaral recordou a amizade com o antigo Presidente da República e sublinhou a "admiração pelo muito que fez" por Portugal, mostrando-se triste com a situação de saúde "muito crítica".

"Sempre me tratou muito bem, desde 1974, quando tantas outras pessoas mais próximas me evitavam e algumas me chamavam fascista, ele acreditou sempre em mim e isso é uma coisa que eu nunca esqueci, apesar de termos tido as nossas divergências e até um confronto eleitoral, mas a amizade é muito superior a tudo isso. Não é só amizade, é admiração também pelo muito que ele fez pelo nosso país", disse.

Com Lusa