sicnot

Perfil

Orçamento do Estado 2017

Encargos do Estado com PPP caem 2,7% face a 2016

JOAO RELVAS

Os encargos líquidos com as Parcerias Público-Privadas (PPP) vão cair 2,7% em 2017 face às estimativas para 2016, totalizando 1.684 milhões de euros.

De acordo com a proposta do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), 1.184 milhões de euros são referentes a contratos rodoviários, que continuam a representar a maioria dos encargos, nove milhões à ferrovia (referente ao metro Sul do Tejo), 448 milhões à área da saúde e 44 milhões à segurança.

Segundo as estimativas para o fecho do ano, as PPP representaram encargos de 1.731 milhões de euros em 2016.

No documento entregue hoje na Assembleia da República, o Governo estima conseguir uma redução dos encargos líquidos nas PPP rodoviárias de 60 milhões de euros no próximo ano, poupança que será alcançada através dos processos negociais em curso relativamente às subconcessões rodoviárias da Infraestruturas de Portugal (IP), designadamente a Algarve Litoral, a Baixo Tejo, a Transmontana, a Baixo Alentejo, a Litoral Oeste e a Pinhal Interior.

No caso concreto das subconcessionárias do Baixo Alentejo, Transmontana e Pinhal Interior, as modificações aos contrattos estão já consensualizadas, estando pendente da aprovação pelas entidades financiadoras, refere o documento.

O Governo espera ainda conseguir fechar condições contratuais mais favoráveis ao erário público nas concessões Algarve Litoral, Litoral Oeste e do Baixo Alentejo.

Na subconcessão do Douro Interior não foi ainda alcançado qualquer acordo com o parceiro privado.

Já na saúde, área em que existem quatro unidades hospitalares atualmente em regime de PPP, os encargos vão aumentar dos 431 milhões de euros previstos para 2016 para 448 milhões de euros em 2017, "em virtude de um aumento esperado ao nível da produção hospitalar".

"Verifica-se um aumento generalizado dos encargos com as PPP da saúde, explicado apenas por uma revisão das projeções de procura", refere a proposta do OE2017.

No setor da segurança, o executivo antecipa uma redução de quatro milhões de euros nos encargos para 2017, de 48 para 44 milhões de euros, com o sistema integrado de tecnologia de informação para a Rede de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

A parceria ferroviária, que diz respeito, em exclusivo, à concessão da rede de metropolitano ligeiro da margem sul do Tejo (concessão MST), mantém em 2017 nove milhões de euros de encargos para o Estado.

Lusa

  • Não houve negligência médica no caso do jovem que morreu em São José
    2:33

    País

    Afinal, não houve negligência médica no caso do jovem que morreu há cerca de um ano no Hospital de São José, vítima de um aneurisma. Esta é a conclusão da Ordem dos Médicos e dos peritos do Instituto de Medicina Legal. Segundo o jornal Expresso, todos os relatórios relatórios pedidos pelo Ministério Público e pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central dizem que o corpo clínico do hospital não teve responsabilidades na morte de David Duarte.

  • Jovens estariam de fones e poderão não ter ouvido comboio a aproximar-se
    1:47

    País

    As adolescentes, de 13 e 14 anos, encontradas mortas junto à linha do norte perto de Coimbra podem não ter ouvido a aproximação do comboio, uma vez que estariam de auriculares. Os corpos só foram descobertos 36 horas depois do desaparecimento das jovens, aparentemente vítimas de um descuido fatal.

  • Patti Smith engana-se na música de Bob Dylan durante cerimónia dos Nobel
    1:49

    Mundo

    Os prémios Nobel deste ano já foram entregues. Bob Dylan não compareceu à entrega do galardão da Literatura e fez-se representar pela amiga Patti Smith, que teve um bloqueio enquanto cantava "A Hard Rain's A-Gonna Fall" do músico. O Presidente da Colômbia Juan Manuel dos Santos foi distinguido com o Nobel da paz pelo acordo que alcançou com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

  • CIA acredita que Trump foi ajudado por piratas informáticos russos
    1:24

    Eleições EUA 2016

    As eleições nos Estados Unidos da América já terminaram e o Presidente está eleito. Contudo, Barack Obama quer saber se os russos tentaram mesmo influenciar o voto e ao mesmo tempo perceber o que os serviços secretos aprenderam com todas as fugas de informação durante a campanha. Já a CIA diz não ter dúvidas: para os serviços secretos norte-americanos, Donald Trump foi ajudado por piratas informáticos.