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Membro de órgão consultivo da China escondeu nacionalidade de Singapura

Ngan In Leng, empresário de Macau e membro do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), escondeu ter nacionalidade de Singapura, revela hoje o jornal South China Morning Post com base no Panama Papers.

De acordo com a imprensa de Hong Kong, Ngan In Leng, fundador da falida companhia aérea Viva Macau, usou o cartão de identidade de Singapura, que obteve no final do ano 2000, para proceder ao registo de duas 'offshore', que criou com membros da sua família.

A China não reconhece a dupla nacionalidade.

Ngan In leng é o segundo membro do comité permanente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês que se descobre que detém nacionalidade estrangeira.

Antes, soube-se, também por via do Panama Papers, que o magnata do imobiliário Lee Ka-kit, vice-presidente da Henderson Land Development, havia declarado nacionalidade britânica na hora de constituir firmas 'offshore'.

Ngan In Leng não revelou a sua identidade de Singapura ao Registo de Empresas de Hong Kong que, ao contrário das plataformas 'offshore' secretas, torna detalhes públicos online.

Em vez de utilizar o seu bilhete de identidade de Macau, facultou aos funcionários da Mossack Fonseca fotocópias do seu documento de Singapura, cuja data de emissão é de dezembro de 2000, apenas um ano depois da transferência do exercício de soberania de Macau de Portugal para a China.

Ngan, que foi promovido de membro da CCPPC para o seu 'núcleo duro' em 2013, é visto como um unificador da comunidade de Fujian em Macau, tendo-se tornado mais discreto depois da falência, em 2010, da Viva Macau, que fundou e presidiu.

A Viva Macau, uma companhia de baixo custo, começou a operar em 2006 ao abrigo de um acordo de subconcessão com a Air Macau.

Em 2010, contudo, o Governo revogou a sua licença na sequência de cancelamentos de voos devido a problemas financeiros.

Com Lusa

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