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Informático da Mossack Fonseca detido em Genebra

Um funcionário da área informática do escritório em Genebra da Mossack Fonseca, a sociedade de advogados que está no centro do escândalo dos Documentos do Panamá, foi detido, noticiou hoje o jornal suíço Le Temps.

A lista divulgada este domingo inclui 72 chefes ou ex-chefes de Estado entre os clientes da empresa de advogados panamiana Mossack Fonseca, citados por alegados crimes económicos.

A lista divulgada este domingo inclui 72 chefes ou ex-chefes de Estado entre os clientes da empresa de advogados panamiana Mossack Fonseca, citados por alegados crimes económicos.

© Carlos Jasso / Reuters

O jornal, que cita uma fonte próxima do caso, escreveu que o funcionário foi colocado em prisão preventiva por suspeita de remoção de uma grande quantidade de documentos confidenciais.

O porta-voz do gabinete do ministério público de Genebra, Henri Della Casa, disse à agência de notícias francesa AFP que foi aberto um processo-crime na sequência de uma queixa apresentada pela Mossack Fonseca, mas escusou-se a comentar se foi ou não feita uma detenção.

O homem, acusado de roubar informação e de acesso indevido a um sistema informático, foi detido há vários dias e o ministério público realizou buscas nas instalações da firma de advogados em Genebra, segundo uma fonte próxima do processo.

Estão em curso peritagens para esclarecer se o informático realmente retirou dados ao seu empregador e, se se provar que sim, que tipo de dados e em que período.

De acordo com o Le Temps, o primeiro a anunciar a detenção do informático, nada permite dizer, nesta altura, que se trata do homem que dá pelo nome de "John Doe" e que afirma ter estado na origem das revelações dos "Panama Papers".

Desde o início de abril, os "Panama Papers", divulgados por um consórcio de jornalistas de investigação e baseados em cerca de 11,5 milhões de documentos provenientes da sociedade de advogados Mossack Fonseca, levaram à abertura de muitos inquéritos em todo o mundo e à demissão do primeiro-ministro islandês e de um ministro espanhol.

Os documentos revelaram, de uma maneira geral, a utilização em grande escala de empresas offshore para colocar dinheiro em territórios com legislação opaca e fraca fiscalidade.

A 5 de abril, a Mossack Fonseca afirmou ter sido vítima de pirataria informática operada a partir dos servidores estrangeiros e ter apresentado queixa do caso.

Lusa

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