Revista do Ano 2017

Um Presidente de decisões polémicas

Donald Trump tomou posse como Presidente dos Estados Unidos da América a 20 de janeiro e, desde então, muitas foram as suas decisões polémicas que marcaram o ano de 2017, como a escalada de tensão entre a Coreia do Norte e os EUA e a sua saída do Acordo de Paris.

As decisões polémicas

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

A 6 de Dezembro, o Presidente norte-americano anunciou que iria mudar a embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém e reconheceu assim Jerusalém como a capital oficial de Israel. Durante o anúncio, afirmou que "há muito que já deveria ter sido tomada" esta decisão e prometeu lutar contra "os inimigos" de Israel.

O anúncio de Trump representou uma rotura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana na questão israelo-palestiniana. No seu discurso, o Presidente dos EUA disse que continua a defender uma solução de "dois Estados" naquela região - Palestina e Israel - e disse que "tudo fará para promover uma solução pacífica".

Os Estados Unidos transformam-se assim no único país do mundo a reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte oriental da cidade, conquistada em 1967.

Perante a decisão, muitos foram aqueles que saíram às ruas para protestar contra o anúncio de Donald Trump.

O decreto anti-imigração

Apenas sete dias após tomar posse, Donald Trump assinou um decreto presidencial, no qual impunha um bloqueio de 90 dias à entrada de viajantes de sete países de maioria muçulmana e um bloqueio de 120 dias à entrada de todos os refugiados.

A decisão do Presidente norte-americano apanhou o mundo de surpresa, especialmente aqueles que foram impedidos de voltar aos Estados Unidos. Por todo o mundo, surgiram vozes contra o decreto e também nos Estados Unidos foram organizadas várias manifestações.

No entanto, o decreto foi rapidamente bloqueado num tribunal do estado de Washington. Não contente com isto, Donald Trump lançou uma nova versão, modificada, em março, que retirava um dos países da lista anterior. Contudo, o decreto foi novamente bloqueado. Desta vez, pelo Tribunal Federal de Honolulu, no estado norte-americano do Havai, que considerava que a medida violava a Constituição norte-americana.

No final de setembro, Donald Trump voltou a assinar um novo decreto, que impunha restrições na entrada nos Estados Unidos de visitantes de oito países: Chade, Irão, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Síria, Venezuela e o Iémen. Em resultado deste decreto, os vistos válidos não seriam renovados e, em relação à Venezuela, a proibição aplicava-se a funcionários de órgãos governamentais, assim como familiares. Aos cidadãos da Coreia do Norte e do Chade a entrada nos Estados Unidos foi totalmente proibida.

A decisão foi justificada com questões de segurança e falta de cooperação com as autoridades norte-americanas. Os tribunais voltaram a bloquear a medida. A entrada de refugiados foi autorizada, excepto para 11 países de "alto risco", maioritariamente muçulmanos.

A expulsão de imigrantes ilegais

Pouco depois da tomada de posse, o Departamento de Segurança Interna norte-americano divulgou novas diretivas para a expulsão de imigrantes ilegais, referindo que quase todos os 11 milhões de indocumentados, a grande maioria hispânicos, que residem nos Estados Unidos podiam vir a ser potencialmente deportados.

Um número indeterminado de jovens ficaria em risco se Donald Trump cumprisse a promessa de terminar com o programa que protegia pessoas levadas para os Estados Unidos de forma ilegal em crianças. E perante a dúvida, o procurador-geral norte-americano confirmou que o objetivo do seu Governo não era expulsar jovens indocumentados conhecidos como "dreamers" (sonhadores), mas combater a imigração ilegal e deportar imigrantes que cometam crimes.

O próprio Donald Trump assegurou que os jovens imigrantes podiam "ficar descansados".

"Não estamos atrás dos "sonhadores", estamos atrás dos criminosos. Essa é a nossa política"

Quando se falava em criminosos, todos deverão ter pensado em alguém que matasse ou roubasse. Não em pessoas com multas de estacionamento.

Este foi o caso de Martin Martinez, que trabalhava há mais de 30 anos nos Estados Unidos da América e sempre pagou impostos. Contudo, com a nova medida, foi informado que seria deportado para o México por uma multa de estacionamento, passada há mais de 20 anos.

A saída do Acordo de Paris

Dois meses depois de chegar à Casa Branca, Donald Trump começou a destruir o legado climático de Barack Obama, o anterior governante, motivado pela vontade expressa de dar um empurrão às energias fósseis, com o carvão à cabeça, em nome do emprego.

A forma escolhida pelo Presidente norte-americano para se demarcar da política energética da anterior Administração não podia ter sido mais simbólica: Donald Trump - que questiona abertamente a realidade do aquecimento global - deslocou-se à sede da Agência norte-americana de Proteção do Ambiente para assinar o "decreto sobre a independência energética".

Em junho, surgiu uma nova decisão polémica que prometia abalar o mundo: a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

A decisão foi duramente criticada pelos líderes mundiais presentes no acordo, que foi assinado em 2015 e que tenta travar o aquecimento global.

Apesar da saída, Donald Trump revelou que queria negociar um novo acordo climático: mais justo para o país e para o ambiente, e que não prejudique os norte-americanos. Contudo, segundo o acordo, os Estados Unidos só poderão sair formalmente em 2020, data que coincide com as próximas eleições presidenciais no país.

O fim do Obamacare

Durante a campanha, Donald Trump prometeu repetidamente acabar com a reforma da saúde pública de Barack Obama.

O Obamacare dá cobertura de assistência médica a milhões de pessoas, num país sem um sistema nacional de saúde universal como existe na Europa ou no Canadá. Um sistema que o atual Presidente norte-americano considerou como um "desastre".

Falar é fácil e aprovar o fim do Obamacare nem tanto. No verão, os senadores republicanos demonstraram que não tinham capacidade para revogar a lei. O Senado rejeitou, por 55 votos contra 45, a anulação de vastas partes do ObamaCare.

Revogar esta medida, sem a substituir, implicaria que 30 milhões de norte-americanos perdessem a sua cobertura de saúde. Ou seja, foi um fator chave para vários senadores republicanos se oporem e não conseguirem aprovar o fim do Obamacare.

Apesar das várias tentativas em acabar com a reforma, o Senado rejeitou-as sempre. E perante a incapacidade de acabar com a reforma, Donald Trump criticou a postura dos democratas em relação ao plano de saúde. O Presidente norte-americano defendeu que este era uma calamidade e prometeu acabar com ele, mesmo sem o apoio do Partido Democrata.

A proibição de transgéneros no exército

Donald Trump volta a surpreender quando anuncia que os transgéneros não iriam ser aceites "em qualquer área do exército norte-americano". A decisão foi justificada com os "custos médicos enormes" e as perturbações que tal situação envolve.

A medida, assim como muitas outras, foi anunciada e justificada na rede social preferida do Presidente, o Twitter:

"O nosso exército deve estar concentrado em vitórias decisivas e totais e não pode suportar o fardo de custos médicos enormes e as perturbações que implicam as pessoas transgénero no exército"

A decisão gerou uma onda de revolta nos Estados Unidos da América, onde milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a medida. "Resiste", "Direitos transgéneros são direitos humanos" e "Protejam as tropas transgénero" foram algumas das frases que os manifestantes escolheram para empunhar em cartazes, assim como pedidos de um impeachment.

A construção do muro

A construção do muro na fronteira entre os Estados Unidos da América e o México foi uma das principais promessas eleitorais de Donald Trump. A 25 de janeiro, o Presidente assinou a ordem para a construção, que visa impedir a entrada de imigrantes ilegais.

Apesar da contestação, ninguém conseguiu demover a ideia do Presidente norte-americano e, em outubro, começaram a ser construídos e testados oito protótipos da polémica vedação, entre San Diego e Tijuana.

No início, Donald Trump exigiu que o México pagasse a construção, mas perante a recusa, Donald Trump anunciou que pretendia financiar o muro com um imposto de 20% sobre todos os bens provenientes do país vizinho.

A relação com a Coreia do Norte

O ano de 2017 ficou ainda marcado pela tensão entre os Estados Unidos da América e a Coreia do Norte. Ficou marcado pela troca de acusações entre Donald Trump e Kim Jong-un. Ficou marcado pelo medo de uma possível guerra nuclear entre os dois países, que afetaria o mundo inteiro.

Donald Trump ainda não tinha tomado posse e já garantia que a Coreia do Norte não iria colocar os Estados Unidos em perigo.

Os sucessivos testes de lançamentos de mísseis pelo regime de Pyongyang preocuparam e continuam a preocupar o mundo. Contudo, o Presidente norte-americano não ficou apenas pela preocupação ou com as sanções e foi mais frontal, avisando Pyongyang que o uso de armas nucleares teria uma resposta "esmagadora".

Foi mais ou menos nesta altura, no início do ano, que a escalada de tensão entre os dois líderes começou. Em resposta às ameaças por parte da Coreia do Norte, Donald Trump ordenou o envio de uma força militar naval para junto da península coreana.

Apesar das sanções e dos avisos internacionais, nenhum dos dois líderes parou. Em abril, a Coreia do Norte projetou a recriação de um ataque com mísseis a uma cidade dos Estados Unidos, durante uma cerimónia em Pyongyang.

Os testes nucleares não pararam e as declarações de Donald Trump sobre o assunto também não. Donald Trump afirmou que a comunidade internacional devia ser firme com a Coreia do Norte e que as provocações de Pyongyang deviam ter consequências.

Os avisos rapidamente se transformam em ameaças concretas. E já não era apenas a Coreia do Norte a ameaçar o mundo com os testes nucleares. Era também o Presidente norte-americano a ameaçar o regime de Pyongyang, prometendo lançar uma guerra com "fogo e fúria como o mundo nunca viu".

Como era fácil de adivinhar, a Coreia do Norte, para além de rejeitar repetidamente as sanções impostas, voltou a lançar um teste nuclear.

Desta vez, o sexto ensaio nuclear teve uma potência de 250 quilotoneladas, 16 vezes superior à da bomba lançada sobre a cidade japonesa de Hiroxima.

Os Estados Unidos não estavam sozinhos e, em resposta ao apoio dado pelo Japão sobre as novas sanções sugeridas pelos norte-americanos, o regime de Pyongyang ameaçou destruir quatro ilhas japonesas.

As ameaças tornaram-se mais diretas das duas partes.

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos estavam preparados para "destruir totalmente" a Coreia do Norte, caso o país voltasse a ser ameaçado pelo regime de Pyongyang. Os ataques não paravam.

Através do Twitter, o Presidente qualificou Kim Jong-Un de "maluco", garantindo que seria posto à prova "como nunca foi". Já a Coreia do Norte não ficava para trás, ameaçando os Estados Unidos com "chuva de fogo" e com "ataque inimaginável".

A escalada verbal entre Donald Trump e Kim Jong-un não parava, com as trocas de insultos pessoais e ameaças de ataques militares. No final da visita à Coreia do Sul, Donald Trump fez mais uma provocação referindo o peso e a altura de Kim Jong-Un.

"Por que é que Kim Jong-Un me insulta chamando-me de velho se eu NUNCA o tratarei como pequeno gordo?"

Os media norte-coreanos ficaram furiosos com as declarações do Presidente norte-americano, dizendo que Trump merecia a morte pelo que disse sobre Kim Jong-Un e acusando-o de ser cobarde por não se ter deslocado à zona de fronteira desmilitarizada que divide a península, quando visitou a Coreia do Sul.

De forma a aumentar a pressão contra o programa norte-coreano, os Estados Unidos decidiram voltar a inscrever a Coreia do Norte na "lista negra" de "Estados que apoiam o terrorismo". Contudo, Pyongyang manteve o mesmo tipo de resposta.

No final de novembro, a Coreia do Norte anunciou que o projétil lançado pelo regime era um novo modelo de um míssil balístico intercontinental, capaz de alcançar "todo o território dos Estados Unidos".

Donald Trump garantiu que os Estados Unidos iriam "tomar conta do assunto", mas não explicou como.

A relação com a Rússia

A campanha de Donald Trump e Hillary Clinton ficou marcada pelas alegadas ingerências russas e, no decorrer do ano, a relação entre os Estados Unidos da América e a Rússia mostrou-se ser agridoce. Não se sabe ao certo se se mantém a Guerra Fria ou se os dois países são aliados.

Em agosto, Donald Trump definiu como "muito perigoso" o atual estado das relações com a Rússia e atribuiu as responsabilidades ao Congresso, que aprovou o reforço das sanções económicas contra Moscovo.

Na sequência das sanções, Vladimir Putin ordenou a redução de diplomatas norte-americanos a trabalhar na Rússia. Na altura, Donald Trump chegou a dizer que a Rússia tinha um papel destabilizador no mundo.

Contudo, no mês seguinte, Donald Trump afirmou ter esperança que os Estados Unidos da América conseguissem ter uma boa relação com a Rússia. As declarações do Presidente norte-americano surgiram depois de o The Washington Post ter divulgado uma notícia sobre um negócio feito entre a empresa de desenvolvimento imobiliário de Trump e Moscovo, enquanto Trump fazia campanha para as eleições, no final de 2015.

Em outubro, Vladimir Putin acusou os Estados Unidos de irem atrás de uma campanha sem precedentes contra a Rússia. O Presidente russo disse que o erro de Moscovo tem sido o de confiar excessivamente no ocidente, embora tenha considerado também que Donald Trump foi eleito e devia ser respeitado.

Em novembro, Donald Trump e Vladimir Putin reuniram-se no Fórum de Cooperação Económica da Ásia-Pacífico. Na altura, alcançaram um entendimento e assinaram um acordo para derrotar o Daesh.

Desde cedo, a Rússia foi acusada de estar envolvida na campanha de Donald Trump.

Apesar das recusas de envolvimento, foi descoberta a intenção do filho mais velho do Presidente Donald Trump - Donald Trump Jr. -, de obter informação prejudicial para Clinton através de uma advogada do Governo russo.

Já o ex-conselheiro da Casa Branca, Michael Flynn, foi acusado de "obstruir", com falsas declarações, a investigação sobre a ingerência russa nas presidenciais de 2016, após contactar autoridades russas "a pedido de um muito alto responsável" da equipa de Trump.

A relação com o Irão

Em julho de 2015, foi assinado um pacto entre o Irão e o Grupo 5+1 (Estados Unidos da América, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) que limitava o programa nuclear iraniano em troca de um levantamento das sanções internacionais. Contudo, Donald Trump ameaçou em outubro abandonar o acordo multilateral se não fossem corrigidos os seus "defeitos".

"Caso não alcancemos uma solução, o acordo será cancelado"

Na reação, o líder supremo do Irão ameaçou "rasgar em pedaços" o acordo nuclear, se alguma das partes o rompesse.

O acordo foi negociado ao longo de 12 anos, tendo os Estados Unidos como facilitador, e aprovado por unanimidade através da resolução 2.231, do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Presidente norte-americano qualificou o acordo como "um dos piores" e acusou o Teerão de não respeitar o espírito do documento e, por isso, ameaçou abandonar o pacto. Na primeira intervenção de Donald Trump na assembleia Geral da ONU, o Presidente norte-americano disse mesmo que o acordo envergonhava os Estados Unidos da América.

A relação com a imprensa

Donald Trump declara guerra à comunicação social logo que chega à Casa Branca. Num discurso, o Presidente dos EUA chegou mesmo a dizer que os jornalistas estavam "entre os seres humanos mais desonestos à face da Terra".

A relação não melhorou a partir daí. Numa das investidas contra os media, no verão, Donald Trump publicou um vídeo em que simulava que estava agredir a estação de televisão CNN.

No final de novembro, o Presidente dos Estados Unidos voltou a tecer duras críticas à cadeia de televisão norte-americana CNN. Na sua conta no Twitter, Donald Trump elogiou a Fox News, estação de televisão que tem sido considerada aliada do Presidente republicano, e acusou a CNN de ser "uma grande fonte de notícias falsas" e de representar os EUA "de uma maneira muito pobre".

O jornal The New York Times também foi um dos visados por Donald Trump, ao ser barrado numa conferência de imprensa na Casa Branca. O conflito não acabou por aqui.

Num ataque direto a uma apresentadora norte-americana, o Presidente ofendeu e ridicularizou a sua aparência e fez comentários menos positivos ao seu colega. Donald Trump disse que Mika Brzezinski era maluca, tinha um QI baixo e que o seu colega, Joe Scarborough, era um psicopata.

As demissões

Desde o início do mandato de Donald Trump, já foram registadas várias demissões. A galeria mostra quem foi despedido, quem pediu demissão e os motivos.

A rede social de eleição

Desde cedo que se percebeu que Donald Trump era um entusiasta do Twitter. O Presidente norte-americano usou a rede social para anunciar decisões importantes da sua administração, criticar países, líderes ou civis, partilhar vídeos antimuçulmanos de um partido de extrema-direita e, até mesmo, reenviar uma mensagem de um crítico que o chamava de fascista.

Durante a Web Summit, em Lisboa, o responsável pela estratégia digital da campanha do Donald Trump concordou que Trump usasse a rede social "o máximo possível", dizendo que era o melhor método para comunicar "diretamente com as pessoas".

A mais recente polémica no Twitter foi a de partilhar uma série de vídeos antimuçulmanos, originalmente publicados pela vice-presidente do partido de extrema-direita britânico Britain First, Jayda Fransen, que mostram pessoas alegadamente muçulmanas a cometer crimes sem dar qualquer contexto às histórias.

twitter.com/realdonaldtrump

Em agosto, o Presidente norte-americano reenviou através da rede social, aparentemente por engano, uma mensagem de um dos seus críticos que o classificava de fascista. A mensagem "ele é um fascista", reenviada por Trump aos seus 35 milhões de seguidores, foi apagada cerca de cinco minutos depois.

Foi no Twitter que Trump contestou os relatórios sobre o alargamento das investigações à Rússia, que visavam determinar se praticou obstrução à justiça.

Foi no Twitter que sugeriu que o seu antecessor, Barack Obama, espiou as suas comunicações.

Foi no Twitter que ameaçou o ex-diretor do FBI, James Comey, de ter gravado as reuniões com ele.

Foi também no Twitter que o Presidente usou a expressão "covfefe", suscitando uma onda de dúvida na internet. O mistério não chegou a ficar resolvido e o tweet foi apagado, seguindo-se um outro, irónico: "Quem descobrirá o verdadeiro significado de covfefe??? Divirtam-se!".

Perante as polémicas lançadas na rede social, a Casa Branca chegou mesmo a ponderar colocar nas mãos de advogados a supervisão prévia das controversas mensagens que o Presidente publica na sua conta habitualmente.

Ninguém sabe o que esperar da conta, assim como ninguém sabe o que esperar do próprio Presidente Donald Trump.

A família Trump

Não é só Donald Trump que está sob o olhar atento do mundo. Também a sua família está, desde o genro e o filho que estão alegadamente envolvidos na ingerência russa na campanha eleitoral de Donald Trump, passando pela ex-mulher que defende que é ela a primeira-dama até à primeira-dama oficial, que só no verão é que se mudou para a Casa Branca.

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