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Tragédia em Pedrógão Grande

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Tragédia em Pedrógão Grande

BE diz que depois do momento da solidariedade terá de se avaliar como foi possível

HUGO DELGADO

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) expressou hoje pesar pelas vítimas do incêndio no distrito de Leiria e defendeu que este é o momento da solidariedade, mas que depois terá de se avaliar como foi possível.

"O incêndio que está a ocorrer em Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera assumiu as dimensões de uma tragédia como nós nunca vimos. Neste momento, o que há a dizer é, naturalmente, o pesar para com as famílias e os amigos das vítimas", declarou Catarina Martins aos jornalistas, na sede do BE, em Lisboa.

A coordenadora do BE defendeu que, "claro, depois terá de haver avaliação de como é que foi possível, como é que aconteceu, do que tem de ser feito", referindo: "Sabemos que temos problemas no país que estão mal resolvidos há muito tempo".

"Mas hoje, seguramente, é o dia de toda a solidariedade para com as populações, para com os bombeiros, para todos quantos estão a combater o incêndio, o nosso pesar para com as vítimas. Teremos tempo para tudo o resto", acrescentou.

O BE cancelou toda a sua agenda política, da direção nacional e de todas as candidaturas autárquicas, até terça-feira.

Catarina Martins expressou "toda a solidariedade para com as populações, toda a solidariedade para com os bombeiros que estão neste momento no terreno numa missão tão difícil, e com todas as forças que os estão a apoiar: militares, também tantos civis que estão a ajudar os bombeiros neste momento, o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica]", e desejou "rápida recuperação aos feridos que estão neste momento hospitalizados".

Em seguida, dirigiu três apelos, um dos quais aos jornalistas, "para garantirem a necessária reserva das vítimas" do incêndio no distrito de Leiria, depois de lhes agradecer "o enorme esforço" que estão a fazer para noticiar a situação no terreno.

A coordenadora do BE apelou também a que "a solidariedade nacional e internacional para com estas populações seja ativada o mais depressa possível, para que todos os meios cheguem o mais depressa possível".

Lembrando que "há mais incêndios neste momento a acontecer no país, que estamos num dia muito quente", Catarina Martins pediu ainda "a que toda a gente cumpra as regras de segurança, que esteja atento aos apelos da Proteção Civil".

O fogo deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e alastrou-se aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, obrigando a evacuar povoações ou deixando-as isoladas.

Segundo um balanço feito às 12:00 de hoje pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, o incêndio provocou 58 mortos.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o incêndio terá sido causado por trovoadas secas, salientando, no entanto, que "é prematuro tirar ilações" sobre o que aconteceu.

Lusa

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