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Tragédia em Pedrógão Grande

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O que se sabe sobre o incêndio em Pedrógão Grande

PAULO CUNHA

Pelo menos 61 pessoas morreram e cerca de 57 ficaram feridas num incêndio no concelho de Pedrógão Grande, em Leiria. O incêndio começou por volta das 14:00 de sábado, em Escalos Fundeiros, quando uma árvore foi atingida por trovoada seca. Falou-se em 62 mortos, mas o número de vítimas mortais foi revisto para 61, depois do primeiro-ministro anunciar que foi feita uma contagem duplicada por uma das vítimas mortais.

O fogo começou em Escalos Fundeiros, no concelho de Pedrógão Grande, por volta das 14:00 de sábado. Pelas 19:00, o IC8 - entre o nó da zona industrial de Pedrógão Grande e o nó do Outão - foi cortado ao trânsito e as zonas mais remotas do concelho tiveram de ser evacuadas. Entretanto, as chamas alastraram-se aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.

O IC8 voltou a reabrir ao trânsito, por volta das 14:00 de domingo.

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O incêndio deflagrou devido a trovoadas secas. Após uma investigação inicial, o diretor nacional da Polícia Judiciária afirmou que o incêndio tinha tido origem numa trovoada seca e afastou qualquer hipótese de origem criminosa.

"A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivamente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio", disse Almeida Rodrigues.

A árvore estava localizada perto de Escalos Fundeiros e tudo indica que foi neste local que o fogo terá começado.

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Pelo menos 61 pessoas morreram no incêndio. Até ao momento, sabe-se que 47 pessoas morreram na Estrada Nacional 236.1, que faz a ligação ao Itinerário Complementar IC8.

De acordo com o secretário de Estado da Administração Interna, 30 pessoas foram encontradas em viaturas, enquanto 17 estavam fora das viaturas ou nas margens da estrada.

Dez vítimas mortais foram encontradas em zonas rurais. Apesar de se falar em bombeiros mortos, nos primeiros balanços, todas as vítimas mortais conhecidas até às 11h00 de domingo são civis.

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Pelo menos 57 pessoas ficaram feridas nas chamas. Quatro bombeiros e uma criança estão em estado grave, no hospital. Outros quatro bombeiros também ficaram feridos.

Para o centro hospitalar Universitário de Coimbra, foram transportados 45 feridos, dos quais 16 já tiveram alta. Na Unidade de Queimados, estão internadas cinco pessoas com queimaduras graves. Três feridos foram levados para o Hospital de Tomar.

Para Santa Maria, em Lisboa, foram transportados de helicóptero dois feridos graves, que estão na Unidade de Queimados. Um ferido grave foi também levado de helicóptero, mas para o São José, onde está na Unidade de Queimados. No Hospital Prelado do Porto, está um ferido na Unidade de Queimados.

O centro de saúde de Pedrógão Grande foi transformado num centro hospitalar para prestar os primeiros socorros aos feridos.

A maior parte das pessoas que ficaram feridas apresentam sinais de inalação de fumo e queimaduras.

O gabinete da ministra da Administração Interna recorreu ao Twitter para avisar que quem procura informação sobre as pessoas na zona do incêndio, deve recorrer à Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande.

Através de um drone, a SIC conseguiu obter imagens da estrada onde a maior parte das vítimas morreu. Podem ainda ser vistos os bombeiros a trabalhar e o incêndio, que continua a ativo naquela zona.

O Governo decretou luto nacional de três dias às 13:00, altura em que o primeiro-ministro se desloca a Pedrógão Grande.

António Costa anunciou que as autoridades espanholas ajudarão no combate às chamas, que ainda lavram no local.

Este domingo, o primeiro-ministro afirmou que o Governo tem de estar a altura para responder a esta tragédia e sublinhou ainda o grande sentido de unidade nacional em torno da situação.

Já Marcelo Rebelo de Sousa esteve este sábado no local do incêndio, onde deixou uma mensagem de confiança às vítimas e aos heróis.

O Presidente da República chegou a Pedrógão Grande emocionado perante a tragédia.

Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas também reagiram ao incêndio, expressando solidariedade aos familiares as vítimas e aos bombeiros. O líder do PSD anunciou ainda que suspendeu a agenda política deste domingo.

Este domingo, o comissário europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, anunciou que a União Europeia está pronta a ajudar Portugal, tendo sido já enviados aviões de combate a incêndios pelo Mecanismo de Proteção Civil Europeu.

O diretor do Núcleo de Investigação de Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra esteve este domingo em direto na SIC Notícias, onde explicou que o incêndio em Pedrógão Grande acontece num mês que, apesar dos 40 graus de temperatura, está fora do período crítico.

A seleção nacional de futebol solidarizou-se com as vítimas do incêndio e anunciou que vai usar fumos negros no jogo contra o México para a Taça das Confederações. "O dia em que iniciamos a participação na Taça das Confederações é igualmente um dia de grande consternação e dor para o País que orgulhosamente representamos", é escrito no comunicado assinado por todos os elementos da comitiva lusa, em Kazan.

"Nesta hora tão triste, enviamos as mais sentidas condolências às famílias, amigos e entes queridos das vítimas dos incêndios", refere ainda a comitiva. "Se temos consciência de que meras palavras não poderão minimizar a vossa dor que também é nossa, dizemos-vos, ainda assim, que hoje em campo levaremos o vosso coração no nosso coração", é desta maneira que é concluído o comunicado da seleção portuguesa.

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