Tragédia em Pedrógão Grande

Comissão instaladora fala em informação a "conta-gotas" sobre Pedrógão

A responsável da comissão instaladora da Associação de Apoio às Vítimas de Pedrógão Grande disse esta quinta-feira que vão existir vários relatórios parcelares com informação a "conta-gotas", mas que no final tem que ser visto o todo "por quem sabe".

"Os relatórios são todos parcelares, mas o que importa é que no final tem que ser visto como um todo e por quem sabe e por quem deve, isto é, a Comissão Técnica Independente e Ministério Público", afirmou à agência Lusa, Nádia Piazza.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registou 12 pedidos de ajuda sem resposta durante o incêndio de Pedrógão Grande por falta de meios e 25 por falhas de comunicação, registando-se vítimas e casas destruídas em alguns locais onde foi pedido apoio.

Numa resposta enviada ao Governo, a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) aponta para a dispersão do dispositivo face à disseminação de localidades afetadas, para a velocidade das chamas e para as dificuldades nas comunicações como fatores que condicionaram a resposta dos operacionais no incêndio de Pedrógão Grande, que provocou, pelo menos, 64 mortos.

A responsável da Comissão Instaladora da Associação de Apoio às Vítimas de Pedrógão Grande adianta que os relatórios "são todos parcelares" e que "cada um 'per si' tem a sua importância", sendo que tem que ser visto no final, "como um todo e por quem sabe".

Contudo, defende que todos têm o direito de saber o conteúdo desses relatórios parcelares que vão surgindo: "Ruído vai haver. Vamos ter um agosto de relatórios, eu não sei é a quem interessa (...)".

Nádia Piazza considera que é positivo que haja este conjunto de relatórios todos, apesar de voltar a realçar que são parcelares.

"Não sei a quem é que aproveita em estarem a sair a conta-gotas. Ponho a questão de quem é que aproveita ou interessa, saírem os resultados parcelares a conta-gotas. E se, por um lado, todos temos direito de saber o seu conteúdo, por outro também representa mais ruído no processo de investigação que deve ser célere mas profundo", sustentou.

Esta responsável é taxativa em afirmar que no final quer "saber tudo" e adianta que tem as suas desconfianças no que diz respeito ao combate inicial do incêndio.

"Falhou o combate inicial, foi uma falha gravíssima na fase inicial de combate ao fogo e não foram tomadas medidas preventivas. Alguma coisa falhou", disse.

Lusa

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