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Tragédia no Tejo

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Buscas para encontrar criança desaparecida no Tejo suspensas até quarta-feira de manhã

As buscas para encontrar a criança de quatro anos desaparecida desde segunda-feira após ter caído ao rio Tejo, junto à praia de Caxias, Oeiras, foram suspensas às 18:50 de hoje e serão retomadas às 07:30 de quarta-feira.

Pedro Nunes / Lusa

De acordo com o comandante Malaquias Domingues, da Capitania de Lisboa, o dia de operações "não foi bem-sucedido, apesar de todos os esforços", e, devido à falta de luz, as buscas ficam suspensas por hoje, embora permaneçam dois elementos da Polícia Marítima no local durante toda a noite.

Uma criança de 19 meses morreu e outra de quatro anos está desaparecida depois de terem caído ao rio na zona da praia de Caxias, na segunda-feira à noite. O alerta foi dado por uma testemunha que viu uma mulher sair da água, em pânico e em avançado estado de hipotermia e a afirmar que as suas duas filhas estavam dentro de água.

A criança de 19 meses foi resgatada e alvo de tentativa de reanimação, mas sem sucesso.

O dia de hoje ficou marcado pelo ferimento de um dos quatro elementos da equipa de mergulhadores, que teve de ser transportado para o hospital. A situação obrigou à suspensão das buscas de mergulho durante cerca de duas horas.

Faltava pouco para as 15:00, no período de maré-baixa, quando uma nova equipa de mergulhadores do grupo forense da Polícia Marítima, composta por cinco elementos, avançou para as buscas no local do desaparecimento da criança, numa zona rochosa, suspeitando-se de que pudesse estar ali presa.

No entanto, avançou Malaquias Domingues, "não houve qualquer evolução".

As operações de salvamento desenvolveram-se até um perímetro de cerca de 10 quilómetros quadrados e contaram com a presença de três embarcações, mais de 30 elementos da Polícia Marítima, Instituto de Socorros a Náufragos e PSP.

A mãe das crianças, de 37 anos, foi transferida para o Hospital Santa Maria, em Lisboa, onde permanece internada.

As autoridades estão a investigar as circunstâncias em que ocorreu o incidente.

Em declarações à agência Lusa, fonte da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco da Amadora adiantou que a família estava sinalizada e que a mulher já tinha apresentado queixa em novembro na polícia por violência doméstica e suspeita de abusos sobre as meninas por parte do pai.

Lusa

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