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Crise na Ucrânia

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Separatistas da Ucrânia aceitaram adiar eleições locais para 2016

Os separatistas pró-russos de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, anunciaram esta terça-feira num comunicado conjunto que adiaram as eleições locais para o próximo ano, como foi pedido pelos países europeus.

O conflito na Ucrânia começou em abril de 2014 e fez até ao momento mais de 8 mil mortos. (Arquivo)

O conflito na Ucrânia começou em abril de 2014 e fez até ao momento mais de 8 mil mortos. (Arquivo)

Inna Varenytsia / AP

Os representantes das duas "repúblicas populares" nas negociações de paz anunciaram que aceitaram adiar "até ao próximo ano" as eleições previstas para 18 de outubro na província de Donetsk e para 1 de novembro na de Lugansk.

A decisão foi anunciada quatro dias depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, terem sentado à mesma mesa, em Paris, os presidentes ucraniano, Petro Poroshenko, e russo, Vladimir Putin, para salvar a trégua no conflito.

No final dessa reunião, Hollande afirmou que os separatistas não podiam organizar eleições credíveis em tão pouco tempo.

"Analisámos as declarações e recomendações de Merkel e Hollande após a cimeira", afirmam na declaração conjunta o negociador de Donetsk, Denis Pushilin, e o de Lugansk, Vladislav Deinego.

Os dois negociadores reuniram-se hoje na capital bielorrussa, Minsk, onde em fevereiro Putin e Poroshenko acordaram uma trégua.

Os negociadores não marcaram uma data para as eleições locais, mas definiram uma série de exigências que Poroshenko terá dificuldade em fazer aprovar pelo parlamento ucraniano, onde os nacionalistas têm um peso importante.

Pushilin e Deinego afirmam no texto que as eleições só se realizarão depois de Kiev lhes atribuir um "estatuto especial" na Ucrânia, que garanta o direito das regiões separatistas a desenvolver relações diplomáticas e comerciais com a Rússia.

Outra exigência é a concessão de imunidade judicial total a "todos os participantes nos acontecimentos nas regiões de Donetsk e Lugansk" e a votação pelo parlamento ucraniano de uma emenda constitucional sobre eleições que tem primeiro de ser acordada com os rebeldes.

A data das eleições nas regiões separatistas é decisiva para a Ucrânia pois vai determinar quando Kiev pode recuperar o controlo da fronteira com a Rússia.

O acordo de fevereiro determina que as forças russas e as milícias transfiram o controlo da fronteira de 400 quilómetros para as forças ucranianas um dia depois das eleições locais.

O conflito na Ucrânia começou em abril de 2014 e fez até ao momento mais de 8 mil mortos.

Lusa

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