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Vacina para o surto de Zika pode chegar demasiado tarde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que uma vacina contra o vírus do Zika pode chegar "demasiado tarde" para ter um impacto real na atual epidemia na América Latina.

© Josue Decavele / Reuters

"O desenvolvimento das vacinas ainda está num estádio muito precoce e as candidatas mais avançadas ainda demorarão vários meses para poderem ser usadas em ensaios clínicos com humanos", disse a diretora-geral-adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny, acrescentando que "é possível que as vacinas cheguem demasiado tarde para o atual surto na América Latina".

Em declarações em Genebra ao fim de uma reunião de dois dias sobre a investigação relacionada com o vírus do Zika, a especialista sublinhou que a vacina é um "imperativo", especialmente para as mulheres grávidas e para as mulheres em idade fértil.

No entanto, o diretor do instituto de investigação brasileiro Butantan, Jorge Kalil, disse que o processo será lento: "Talvez dentro de três anos tenhamos uma vacina. Três anos, sendo otimista".

Na reunião, que juntou especialistas e representantes dos países afetados, os cientistas definiram como prioridades o desenvolvimento de testes de diagnóstico, a produção de vacinas para mulheres em idade fértil e a criação de instrumentos de controlo vetorial que permitam reduzir a população de mosquitos.

"O vírus do Zika induz uma infeção moderada e quase inofensiva na maioria dos pacientes", recordou Marie-Paule Kieny, explicando que, por esse motivo, a produção de medicamentos para tratar a infeção "parece menos prioritária nesta fase".

"A necessidade mais premente é o desenvolvimento de instrumentos de diagnóstico e prevenção para abordar a atual lacuna na investigação e para proteger as mulheres grávidas e os seus bebés", afirmou.

Um total de 67 empresas e instituições estão atualmente a tentar produzir testes, vacinas, medicamentos e produtos para controlar o inseto que transmite o vírus do Zika, anunciou ainda a OMS.

São 31 equipas a trabalhar em testes de diagnóstico, 18 focadas no desenvolvimento de vacinas, oito em terapêuticas e 10 no controlo vetorial, que se encontram em diferentes estádios de desenvolvimento inicial.

Nenhuma vacina ou medicamento foi ainda testada em humanos.

Segundo a OMS, a comunidade de investigação e desenvolvimento "respondeu vigorosamente" à necessidade de produtos médicos para o Zika e de medidas de controlo vetorial inovadores.

A rapidez com que a informação está a ser partilhada entre países é "um grande avanço relativamente à resposta da comunidade de investigação e desenvolvimento ao surto de Ébola" de 2014/15, pode ler-se num comunicado da OMS.

"Embora o desenvolvimento de produtos esteja numa fase mais inicial do que o do Ébola", disse Marie-Paule Kieny, a metodologia e a coordenação entre parceiros "está muito mais avançada, muito graças às lições aprendidas durante a epidemia de Ébola".

Lusa

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