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Vírus Zika

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Zika é resultado do abandono das políticas anti-mosquito nos anos 1970, diz OMS

A epidemia do vírus Zika na América Latina é o resultado do abandono das políticas anti-mosquito nos anos 1970, considerou hoje a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS).

CHRISTIAN BRUNA

"Acima de tudo, a propagação do Zika, o reaparecimento do Dengue e a ameaça emergente do Chikungunya são o resultado da política desastrosa dos anos 1970 que conduziu ao abandono do controlo dos mosquitos", declarou Margaret Chan, na abertura da assembleia mundial da saúde, que reúne em Genebra esta semana cerca de 3.000 participantes.

O Zika, o Dengue e o Chikungunya são três doenças transmitidas pelo mosquito de tipo Aedes Aegypti.

A epidemia de Zika, que se transmite igualmente através de relações sexuais, declarou-se na América Latina em 2015 e rapidamente alastrou na região.

A infeção em mulheres grávidas pode provocar graves malformações dos fetos, em particular microcefalia (malformação da caixa craniana) e doenças neurológicas raras nos adultos, entre as quais a síndroma de Guillain-Barré.

Como a microcefalia é acompanhada de um crescimento insuficiente do cérebro, os recém-nascidos afetados podem apresentar problemas de desenvolvimento.

Muitas crianças nascidas com microcefalia podem não apresentar qualquer sintoma à nascença, mas ao crescer, sofrerão de epilepsia, paralisia cerebral, problemas de aprendizagem e problemas de visão.

A epidemia de Zika revelou "a incapacidade" de alguns países afetados "para propor o acesso universal aos serviços de planeamento familiar", disse Margaret Chan, sublinhando que "a América Latina e as Caraíbas têm a maior percentagem de gravidezes indesejadas em todo o mundo".

O Brasil é o país mais afetado pela epidemia, com 1,5 milhões de pessoas contaminadas e cerca de 1.300 casos de microcefalia.

No maior país católico do mundo, a epidemia reabriu o debate sobre o aborto, atualmente apenas legal em caso de violação, quando a vida da mãe estiver em perifo ou em caso de feto acéfalo (sem cérebro).

Em fevereiro, a ONU exortou os países atingidos pelo Zika a autorizarem o acesso das mulheres à contraceção e ao aborto.

Na América Latina, o facto de o aborto e a pílula do dia seguinte continuarem proibidos em muitos países não impediu alguns deles -- El Salvador, Colômbia, Equador -- de aconselharem que se evitem as gravidezes.

Em El Salvador, a interrupção da gestação é punida com até 40 anos de prisão.

"O Zika apanhou-nos de surpresa, sem vacina e sem teste de diagnóstico fiáveis e amplamente disponíveis", admitiu a diretora-geral da OMS.

"Para proteger as mulheres em idade fértil, o que podemos fazer? Dar conselhos: Evitar as picadas de mosquitos; Adiar a gravidez; Não viajar para as regiões afetadas", enumerou.

Na sexta-feira, a OMS anunciou que a estirpe do vírus Zika responsável pelos casos de microcefalia na América Latina, a chamada estirpe asiática, se propagou pela primeira vez a um país africano, Cabo Verde, uma evolução considerada "preocupante".

Lusa

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