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Vírus Zika

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OMS envia missão à Guiné-Bissau para investigar quatro casos de Zika

© Daniel Becerril / Reuters

A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai enviar na próxima semana uma missão multidisciplinar à Guiné-Bissau para ajudar na investigação do surto de Zika, que já registou quatro casos positivos, informou a organização.

"Uma missão multidisciplinar de avaliação à Guiné-Bissau está planeada para a última semana de julho e irá apoiar a investigação do surto e avaliar o nível de preparação" no país, escreve a OMS no seu relatório semanal sobre a situação do Zika no mundo.

No documento, hoje divulgado, a organização recorda que a 29 de junho o Instituto Pasteur de Dacar confirmou que quatro de 12 amostras provenientes da Guiné-Bissau revelaram ter Zika e acrescenta que quatro novas amostras foram enviadas a 1 de julho, mas ainda não há resultados.

"O Governo da Guiné-Bissau, com o apoio do gabinete da OMS no país, está a demonstrar uma forte liderança na resposta a estas descobertas", escreve a OMS no relatório.

O gabinete da OMS em Bissau disponibilizou fundos para apoiar as necessidades logísticas da resposta ao vírus, informa ainda.

Já a 1 de julho, as autoridades da Guiné-Bissau informaram que a presença do vírus Zika no país foi confirmada através de testes em Portugal e no Senegal, tendo sido detetadas três pessoas infetadas na ilha de Bubaque, menos um caso do que o número avançado pela OMS.

As amostras foram enviadas para testes laboratoriais em Dacar (Instituto Pasteur) e Lisboa (Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge), os quais confirmaram a infeção.

O Instituto Nacional de Saúde português tem montado em Bissau um laboratório que serviu para despistar indícios de vírus Ébola (que não chegou à Guiné-Bissau).

No âmbito da cooperação, há ainda ações de formação dirigidas a técnicos guineenses.

O presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Plácido Cardoso, disse então que as análises ainda prosseguiam em Dacar para se apurar o tipo de vírus e qual a sua origem, uma vez que as três pessoas infetadas alegavam não ter tido contacto com pessoas provenientes de Cabo Verde ou do Brasil.

Estes dois países são tidos pelas autoridades sanitárias guineenses como sendo os mais próximos da Guiné-Bissau de onde poderia partir o vírus.

Plácido Cardoso afirmou que o Ministério da Saúde Pública "vai montar armadilhas" nos portos, aeroportos e nas ilhas Bijagós, para capturar mosquitos que serão estudados para eventualmente determinar qual o perfil entomológico do vírus que chegou à Guiné-Bissau.

Até agora, Cabo Verde e a Guiné-Bissau são os dois únicos países da África ocidental afetados pela epidemia de Zika, que, desde que foi sinalizada, em outubro de 2015, já registou casos em 62 países, sobretudo no continente americano, mas também na região do Pacífico ocidental.

O Zika é transmitido pelo mosquito 'Aedes aegypti' e o impacto no ser humano pode acontecer durante a gravidez: organizações internacionais de saúde já confirmaram que a infeção pode causar microcefalia no feto.

Vários trabalhos de investigação estão a decorrer para desenvolver tratamentos e vacinas.


Lusa

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