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Mais de 1,8 milhões de órfãos em "situação difícil" em Moçambique, alerta UNICEF

Em Moçambique existem mais de 1,8 milhões de órfãos, dos quais 600 mil cujos pais foram vítimas de VIH/SIDA, estima o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF), que considera "urgente" o apoio social aos menores.

O número de órfãos de Moçambique foi hojeavançado pela UNICEF durante a cerimónia de abertura do Seminário Nacionalsobre Cuidados Alternativos, que decorre em Maputo durante os próximos 15 dias.

"A maior parte destas crianças vive emsituação de vulnerabilidade. No país, 15 mil crianças vivem em 155 centros portempo indeterminado. A maioria dos centros carece de condições mínimas dehigiene e segurança", disse Jesper Morch, representante da UNICEF.

No seu discurso, a ministra da Mulher e AçãoSocial de Moçambique, Iolinda Cintura, afirmou que "nos últimos anos, vaiaumentando, dia após dia, o número de crianças vivendo em situaçãodifícil", devido a problemas de orfandade e pobreza.

"Para garantirmos assistência social àscrianças, o Governo tem privilegiado o atendimento na família e na comunidade,deixando o atendimento institucional como última alternativa para as situaçõesque não encontram acolhimento na família própria ou substituta", disse aministra.

Nos últimos anos, o Ministério da Mulher eAção Social (MMAS) moçambicano identificou mais de 31 mil crianças em situaçãode vulnerabilidade e encaminhou para famílias próprias ou substitutas cerca de8.200.

"Ao nível de atendimento institucional,funcionam no nosso país 175 centros de acolhimento e infantários, albergandomais de 31.971 crianças em situação difícil", revelou Iolanda Cintura.

A ministra afirmou ainda que as crianças queestão em Centros de Acolhimento podem "ver o seu futurocomprometido".

"No Centro de Acolhimento, as criançasencontram um lar, um abrigo, mas não têm afeto, o carinho, e o convíviofamiliar, ambiente necessário e imprescindível para a sociabilização dacriança", disse.

O Seminário Nacional Sobre CuidadosAlternativos tem como objetivo a uniformização de intervenções no âmbito daintegração de crianças e é destinado a técnicos dos serviços sociaismoçambicanos.

Lusa

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