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Sites chineses são paraíso para contrabando de marfim, avisa ONG

Uma organização não-governamental britânica denunciou hoje a venda de marfim em plataformas chinesas de comércio eletrónico, que apresentam milhares de anúncios sobre objetos de marfim e outros produtos de espécies ameaçadas.

Reuters

Mais de metade destes produtos são feitos com marfim de contrabando, precisou a "Traffic", uma rede de vigilância do comérico da fauna selvagem, que analisou uma quinzena de 'sites' durante dois anos. 

O grupo contabilizou "cerca de 1.500 novos anúncios" por mês sobre este tipo de artigos ilícitos, indicou num relatório. 

O marfim e fragmentos de ossos de trigre e de leopardo, carcaças de tartarugas, ou cornos de saigas, um antílope ameaçado de extinção.

Este tráfico apoia-se numa atividade de crescimento muito rápido. Em 2013, a China ultrapassou os Estados Unidos em termos de comércio eletrónico. 

O gigante Alibaba, que domina 90% do mercado chinês de transações entre particulares, garantiu recentemente fazer tudo o que estava ao seu alcance para banir artigos ilegais das suas plataformas, e retirar os anúncios suspeitos assim que são assinalados. 

Para a "Traffic", os vendedores fogem aos filtros e controlos através da utilização de vários nomes de código, como "materiais africanos", "materiais amarelos" ou "plástico branco", entre as cerca de 60 designações contadas pela ONG.

"Há transações que não descobrimos, o que significa que o volume de trocas, nestes 'sites', pode ser ainda mais elevado", advertiu. 

A ONG congratulou-se que o total acumulado dos artigos propostos nestes diferentes 'sites' seja atualmente "inferior a dez mil", ou seja, cinco vezes menos que em 2012. 

Em dezembro, um relatório da ONG de defesa ambiental "Save the Elephants" e da fundação Aspinall avaliou em mais de cem mil o número de elefantes abatidos entre 2010 e 2012, devido ao "crescente e descontrolado" comércio chinês. 

O preço do marfim bruto na China, usado na medicina tradicional, aumentou de 550 euros por quilograma em 2010 para 1.540 euros no ano passado. 

Alvo das críticas internacionais, Pequim anunciou na passada semana uma proibição, de um ano, sobre a importação de marfim trabalhado. 

As ONG consideraram a medida encorajadora mas "apenas simbólica", lembrando que o essencial do contrabando internacional diz respeito ao marfim bruto, obtido com o abate ilegal de elefantes, incluindo em países lusófonos como Angola e Moçambique. 


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