sicnot

Perfil

Mundo

EUA "não cedem a ameaças após agressão a embaixador em Seul"

O chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, afirmou hoje que Washington nunca irá ceder a ameaças, após o ataque com uma arma branca contra o embaixador dos Estados Unidos em Seul, Coreia do Sul.

Chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry

Chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry

© POOL New / Reuters

"Os Estados Unidos nunca serão intimidados ou dissuadidos pela ameaça ou por alguém que faça mal a qualquer diplomata americano", afirmou o secretário de Estado norte-americano, em declarações aos jornalistas em Riade, Arábia Saudita.

"Vamos permanecer determinados como sempre em procurar o que acreditamos ser do interesse do nosso país e com respeito aos direitos e valores universais", reforçou.

Um militante nacionalista opositor da aliança militar entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos atacou esta quinta-feira o embaixador norte-americano em Seul, Mark Lippert, com uma arma branca.

O ataque ocorreu durante um pequeno-almoço num centro de artes representativas no centro de Seul.

O diplomata de 42 anos foi entretanto operado com sucesso a dois cortes profundos que sofreu na cara e na mão direita.

Em reação ao ataque, a Coreia do Norte declarou que a agressão ao embaixador tinha sido um "castigo justo para os belicistas dos Estados Unidos", que iniciaram na segunda-feira exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

Ainda em Riade, o chefe da diplomacia norte-americana abordou outros temas da atualidade internacional, nomeadamente as negociações sobre o programa nuclear iraniano e a guerra civil na Síria.

Segundo John Kerry, Washington vai acompanhar de perto os atos "desestabilizadores" do Irão, ao mesmo tempo que os dois países tentam alcançar um acordo sobre o programa nuclear de Teerão.

"Mesmo quando estamos envolvidos nestas conversações com o Irão sobre o programa [nuclear], não iremos tirar os olhos das ações desestabilizadoras do Irão em lugares como a Síria, Líbia, Iraque e na Península Arábica, no Iémen em particular", referiu.

Kerry, que chegou à Arábia Saudita após três dias de negociações com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Mohammad Javad Zarif, indicou que veio a Riade atualizar os seus homólogos do Golfo sobre as conversações.

A Arábia Saudita e outras cinco nações sunitas do Golfo continuam cautelosas sobre estas conversações entre o Irão, dominantemente xiita, e Washington.

"Nada será diferente no dia seguinte ao acordo, se alcançarmos um acordo, em relação às outras questões que nos desafiam nesta região, com a exceção que vamos tomar medidas para garantir que o Irão não terá uma arma nuclear", frisou.

Em relação à Síria, John Kerry admitiu que poderá ser necessário exercer uma "pressão militar" para promover uma transição política e derrubar o regime do Presidente sírio, Bachar Al-Assad.

Assad "perdeu qualquer aparente legitimidade, mas não temos maior prioridade do que perturbar e derrubar o Daesh (acrónimo árabe para Estado Islâmico, grupo que controla vastas áreas na Síria e no Iraque) e outras redes terroristas", sublinhou. 

"Em última análise, uma combinação de diplomacia e pressão será necessária para alcançar uma transição política. Uma pressão militar especial poderá ser necessária, dada a relutância do Presidente Assad em negociar seriamente", concluiu Kerry.



Lusa

  • Sporting de Braga eliminado da Liga Europa
    2:01
  • Dissolução da União Soviética aconteceu há 25 anos

    Mundo

    Assinalam-se esta quinta-feira 25 anos desde o fim do acordo que sustentava a União Soviética. A crise começou em 80, mas aprofundou-se nos anos 90 com a ascensão de movimentos nacionalistas em praticamente todas as repúblicas soviéticas.