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Obama decreta mais sanções à Venezuela devido a violação de direitos humanos

O Presidente norte-americano, Barack Obama, ordenou hoje a aplicação de novas sanções a sete altos responsáveis venezuelanos, atuais ou antigos, que acusa de violação dos direitos humanos.

© Jonathan Ernst / Reuters

"Estamos profundamente preocupados com o aumento das iniciativas do Governo venezuelano para intimidar os seus opositores políticos", indicou a Casa Branca num comunicado em que anunciou a assinatura da ordem de execução de uma lei aprovada no final de 2014.

Obama declarou igualmente que existe uma situação de "emergência nacional" nos Estados Unidos devido ao "extraordinário risco" que representa a situação na Venezuela para a segurança norte-americana.

As sanções a aplicar aos sete altos responsáveis venezuelanos, entre os quais o diretor-geral dos serviços secretos e o diretor da polícia nacional, são proibição de entrada nos Estados Unidos e congelamento de bens.

Outro dos alvos de Obama foi Katherine Nayarith Haringhton Padrón, a procuradora do ministério público que acusou o presidente da câmara de Caracas, Antonio Ledezma, de conspiração para cometer golpe de Estado.

Dois anos após a morte do Presidente Hugo Chávez, o sucessor por ele escolhido, o Presidente Nicolás Maduro, fez aumentar o discurso anti-Estados Unidos, à medida que a economia do país piorava.

O seu Governo ordenou recentemente que o número de diplomatas na embaixada norte-americana fosse reduzido de 100 para 17 até ao dia 17 de março e começou a exigir vistos aos viajantes norte-americanos.

A maioria dos responsáveis venezuelanos alvo das sanções hoje decretadas foi acusada de envolvimento na repressão violenta, em 2014, das manifestações da oposição, de que resultaram mais de 40 mortos.

A Casa Branca descreveu hoje as acusações ao autarca de Caracas, uma importante figura da oposição, como "baseadas em informação improvável -- e, em alguns casos, fabricada".


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