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Portugal e Argélia defendem partilha de informação como arma para combater o terrorismo

Portugal e Argélia defendem partilha de informação como arma para combater o terrorismo

Passos Coelho defendeu hoje, no final da IV Cimeira Portugal-Argélia, que deve haver uma maior cooperação entre os serviços de informação de Portugal e da Argélia no combate ao terrorismo. O primeiro ministro, que deu uma conferência de imprensa em conjunto com o seu homólogo argelino, Abdelmalek Sellal, assumiu que a União Europeia tem muito a aprender com a experiência argelina nesta matéria.defendeu uma maior cooperação entre os serviços de informações de Portugal e da Argélia no âmbito do combate ao terrorismo, considerando que a União Europeia tem a aprender com a experiência argelina nesta matéria. O primeiro ministro assumiu esta posição numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo argelino, Abdelmalek Sellal, no final da IV Cimeira Portugal-Argélia, que decorreu hoje em Argel, no Palácio do Governo da Argélia.

"Estamos de acordo, em primeiro lugar, que precisamos de conseguir ao nível dos serviços de informação ou de inteligência uma maior cooperação que nos traga vantagens mútuas", afirmou o chefe do executivo PSD/CDS-PP, em resposta a uma questão sobre o combate ao terrorismo.

Passos Coelho considerou que "a Argélia tem sido muito bem-sucedida no que respeita a todas as ações que visam combater o extremismo ou a radicalização", acrescentando: "Uma vez que esses fenómenos estão a bater à nossa porta com mais intensidade do que se supunha há alguns anos, poderemos ter muito que aprender em conjunto com a experiência argelina a benefício de países mais expostos no Sul da Europa à entrada de extremistas". 

O primeiro-ministro referiu que nesta cimeira luso-argelina foi analisada "com detalhe" a situação da Líbia, que no seu entender "tem vindo a agravar-se" e "corre o risco de gerar uma crise humanitária".

Passos Coelho afirmou que os governos português e argelino defendem "uma solução inclusiva", assente "sobretudo na via do diálogo", que "garanta a transição política e a estabilização da situação naquele país", que apontou como "fundamental para a segurança de toda a região mediterrânica".

"Parece-me que é a única via que assegura dois objetivos fundamentais: garantir a integridade do território líbio e, em segundo lugar, criar um espírito de união nacional que permita um Governo de coesão nacional. Levo desta troca de impressões com o meu colega argelino muita informação que creio será muito útil partilhar ao nível do Conselho Europeu, que terá lugar na próxima semana em Bruxelas", acrescentou.

"Parece-me que a Argélia tem ainda um papel importante a desempenhar na consolidação e no sucesso desse diálogo inclusivo. E a União Europeia, como outras instituições internacionais, não deverá prescindir de utilizar mais a experiência e o conhecimento no terreno que países como a Argélia têm e que podem ser muito importantes para o sucesso desse diálogo", reforçou.


Com Lusa
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