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Benjamin Netanyahu admite risco de derrota nas legislativas israelitas

 O primeiro-ministro cessante israelita, Benjamin Netanyahu, admitiu hoje o risco de uma derrota nas legislativas e alertou contra uma capitulação "em todas as frentes" diplomáticas em caso de vitória do seu adversário trabalhista Isaac Herzog.  

© Baz Ratner / Reuters

Em resposta, Herzog acusou Netanyahu de ceder ao "pânico". 

"A nossa segurança está em grande perigo porque é risco de perdermos estas eleições é real", declarou Netanyahu em entrevista ao diário Jerusalem Post e a cinco dias das legislativas. 

Netanyahu tem-se concentrado em unificar os eleitores do seu partido Likud, e quando as sondagens fornecem uma vantagem confortável à União sionista, uma aliança do Partido Trabalhista de Isaac Herzog e do partido centrista HaTnuah, de Tzipi Livni.

"Se a distância continuar a aumentar entre o Likud e o Partido trabalhista, numa semana Herzog e Livni serão primeiros-ministros que vão alterar no cargo, com o apoio dos partidos árabes", assegurou Netanyahu na entrevista, que deve ser publicada na íntegra sexta-feira. Em caso de vitória, Herzog e Livni concordaram em alternarem-se na chefia do governo em cada dois anos. 

"Nenhum deles possui as qualidades necessárias para liderar. Terão primeiros-ministros que vão recuar à primeira pressão", advertiu Netanyahu, que fez toda a sua campanha afirmando-se como o garante da segurança do seu país.  

"Vão fazer pressão para que nos retiremos das linhas de 1967 e para que dividamos Jerusalém. Farão pressão para que deixemos de nos opor a um acordo [internacional sobre o nuclear] iraniano", prosseguiu. "Eles vão capitular em todas as frentes", disse ainda Netanyahu numa referência aos seus adversários políticos internos. 

Em declarações à rádio militar, Herzog acusou Netanyahu de ceder um "severo ataque de pânico". "Regressa à retórica da cobardia e das ameaças", disse. 

Herzog recebeu hoje o apoio oficial do antigo presidente Shimon Peres, membro histórico do partido trabalhista. 

Em paralelo, duas sondagens confirmaram a vantagem para a União sionista, com 24 deputados num parlamento de 120 lugares, e 20 para o Likud. 

No sistema eleitoral israelita, o chefe do partido vencedor não é necessariamente chamado para formar governo, mas antes o que apresenta melhores condições para formar uma coligação. As diversas alianças possíveis tornam muito incerto o nome do futuro primeiro-ministro. 


Lusa
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