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Chefe da polícia de Ferguson demite-se após acusações de racismo

O chefe da polícia de Ferguson, onde um jovem negro foi morto a tiro pela polícia no verão passado, demitiu-se, uma semana depois do avassalador relatório do Departamento de Justiça norte-americano sobre a atuação das autoridades.

© Kate Munsch / Reuters

"É com profundo pesar que anuncio que estou a renunciar ao meu cargo", escreveu Thomas Jackson, que era chefe da polícia desde 2010.

 

A demissão, anunciada esta quarta-feira e que produz efeitos a 19 de março, figura como a mais recente de uma série de outras por parte de várias figuras do poder local, desencadeadas pelo caso de Michael Brown, um jovem negro de 18 anos, que estava desarmado quando foi abatido a tiro em agosto do ano passado pelo polícia branco Darren Wilson.

 

Um relatório do Departamento de Justiça norte-americano sobre o caso questiona as práticas tanto da polícia como das autoridades e órgãos judiciais de Ferguson e, em particular, do juiz municipal Ronald J. Brockmeyer por criar taxas judiciais "abusivas e potencialmente ilegais".

 

Como consequência, o Supremo Tribunal do Missouri decidiu, esta segunda-feira, transferir a um juiz estadual os casos municipais de Ferguson, para reformar o sistema e recuperar a confiança após o relatório.

 

No documento do Departamento de Justiça, a polícia de Ferguson é acusada de violar sistematicamente os direitos civis da população negra, com detenções sem motivo aparente e uso excessivo da força sobretudo contra essa comunidade.

 

A investigação federal revelou que nos últimos dois anos os cidadãos afroamericanos de Ferguson, que representam 67% da população, foram alvo de 85% das detenções por tráfico, que em 93% das detenções e em 88% dos casos a polícia recorre ao uso da força.

 

O caso de Ferguson, que desencadeou massivos protestos, veio reabrir dois debates chave nos Estados Unidos: a discriminação racial e a violência policial.

 

Lusa

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