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Processos por crimes ambientais na China aumentaram 8,5 vezes

Os processos judiciais por atentados ao ambiente na China aumentaram 8,5 vezes em 2014, ilustrando a "guerra à poluição" prometida pelo Governo chinês, anunciou hoje o presidente do Supremo Tribunal do país, Zhou Qiang.

Poluição em Beijing, a 28 de fevereiro de 2013.

Poluição em Beijing, a 28 de fevereiro de 2013.

© China Daily China Daily Information Corp - CDIC / Reuters

No conjunto, os tribunais chineses instauraram cerca de 16.000 processos relacionados com crimes ambientais, precisa o relatório anual que aquele magistrado apresentou à Assembleia Nacional Popular.

A poluição, que tinge frequentemente de cinzento o céu de Pequim e de outras grandes cidades chinesas, tornou-se nos últimos anos uma das principais fontes de insatisfação popular, a par da corrupção e das crescentes desigualdades sociais. Mais de metade dos rios e lagos do país estão poluídos.

Um outro relatório, apresentado à Assembleia Nacional Popular pelo procurador-geral da China, Cao Jianming, indica que cerca de 25.000 pessoas foram acusadas o ano passado de crimes contra o ambiente.

E cerca de 1.200 funcionários de departamentos governamentais encarregues da defesa do ambiente foram acusados de corrupção, referiu o mesmo magistrado.

Em 2014, o novo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, afirmou que o Governo ia "declarar guerra à poluição".

"Lutaremos contra a corrupção com a mesma determinação com que combatemos a pobreza", disse.

No relatório apresentado na semana passada à Assembleia Nacional Popular, Li Keqiang reconheceu que "a poluição ambiental mancha a qualidade de vida do povo e constitui uma perturbação que pesa no coração".

 "Revolucionar a produção e consumo de energia é vital para o desenvolvimento de qualquer país e para o bem-estar do seu povo", afirmou.

A reunião anual da Assembleia Nacional Popular chinesa decorre até domingo no Grande Palácio do Povo, em Pequim, com cerca de 3.000 deputados.


Lusa

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