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Rússia inicia importantes manobras militares junto à fronteira com Ucrânia

A Rússia desencadeou hoje importantes manobras militares, com milhares de soldados envolvidos em "jogos de guerra" ao longo do país, incluindo na península da Crimeia, anexada há um ano, e junto à fronteira ucraniana. 

© Eduard Korniyenko / Reuters

Mais de 8.000 soldados de infantaria iniciaram os exercícios, que se devem prolongar até abril em diversas regiões que incluem o sul da Rússia, a Crimeia, a Arménia e as repúblicas secessionistas da Ossétia do Sul e Abkházia, situadas na Geórgia. 

A agência RIA Novosti definiu estas manobras como as mais importantes dos últimos anos, devido aos meios envolvidos.  

A frota russa do Mar Negro, na Crimeia, também iniciou exercícios separados, utilizando aviões militares para simular um ataque aos seus navios equipados com mísseis. 

A marinha também efetua novas manobras no Mar do Japão, extremo leste do país, e no Mar de Barents, a norte. 

Na Rússia central, cerca de 200 tropas russas defrontam-se com uma simulação de guerra urbana, com o recurso a tanques e veículos blindados para "atacar uma cidade", referiram responsáveis militares. 

A Rússia desencadeou em fevereiro exercícios em larga escala que envolveram milhares de soldados junto às suas fronteiras com os três Estados do Báltico, ex-repúblicas soviéticas e membros da União Europeia (EU) e NATO desde 2004, e que têm reagido com apreensão à suposta ingerência de Moscovo no conflito ucraniano. 

Os Estados Unidos também lançaram um exercício militar de três meses na Estónia, Letónia e Lituânia, fazendo deslocar 3.000 tropas para a linha da frente e que se envolveram em manobras destinadas a "demonstrar a nossa determinação ao Presidente [Vladimir] Putin e à Rússia de que podemos ser bem-sucedidos de forma coletiva". 

Segundo a NATO, Putin ordenou em 2014 um conjunto de súbitas manobras militares junto às fronteiras com a Ucrânia, e Moscovo concentrou 40.000 tropas ao longo da fonteira leste ucraniana. 

Desde então, o líder do Kremlin tem sido acusado de apoiar e armar os separatistas ucranianos, no leste do país, num conflito que desde a primavera de 2014 já provocou 6.000 mortos e dezenas de milhares de deslocados e refugiados. 

A NATO tem reforçado as suas posições no flanco leste da Europa, com uma força de 5.000 soldados e seis centros de comando nos Estados do Báltico, Bulgária, Polónia e Roménia.  



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