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Milhares de espanhóis manifestam-se contra o aborto em Madrid

Milhares de espanhóis manifestaram-se hoje, em Madrid, contra a decisão do Governo espanhol de abandonar os planos para restringir o acesso das mulheres ao aborto, que poderá custar os votos dos conservadores nas eleições deste ano. 

© Andrea Comas / Reuters

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Acenando com bandeiras brancas, os manifestantes pró-vida de todas as idades manifestaram-se pelo centro de Madrid e, entre as várias palavras de ordem, gritavam "Todas as vidas importam!".

O primeiro-ministro, Mariano Rajoy, prometeu antes das eleições de 2011 que iria restringir a lei do aborto em Espanha, mas abandonou o plano em setembro do ano passado, devido à discordância dentro do seu próprio partido (Partido Popular/PP).

Esta reforma teria terminado com o direito da mulher de optar livremente por um aborto até 14 semanas de gravidez, o que é padrão em grande parte da Europa.

O Governo espanhol, no mês passado, propôs uma nova reforma, obrigando as jovens entre os 16 e 17 anos a terem o consentimento dos pais para abortar.

Nem mesmo esta proposta conseguiu pacificar os ativistas pró-vida, que alegaram que esta proposição não é suficiente.

"Eu votei no PP porque incluía a defesa do direito à vida no seu programa eleitoral", disse um manifestante, Francisco de Castro, de 40 anos, de Valência.

"Agora, percebemos que não estão a defender a vida. Por essa razão, perderam o meu voto", acrescentou.

O PP chegou ao poder com uma vitória esmagadora sobre os socialistas (PSOE) nas eleições de 2011, no auge da crise económica, mas o panorama eleitoral da Espanha está a transformar-se desde então.

Partidos alternativos como o PODEMOS, de esquerda, e os Cidadãos, de direita, estão a crescer nas pesquisas de opinião, retirando votos ao PP e aos socialistas.


Lusa

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