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Carlos Moedas defende diplomacia europeia através da ciência

 A ciência pode ter um papel diplomático para manter em diálogo vários lados de conflitos, defendeu hoje o comissário europeu para a Ciência e Inovação, Carlos Moedas. 

Olivier Hoslet

"A ciência tem um papel extraordinário em termos diplomáticos: é uma linguagem que todos falam e que mantém pontes entre várias áreas de um conflito. Temos de utilizar mais a ciência para sentar as diferentes partes do conflito", disse hoje Carlos Moedas, em Londres, onde iniciou uma visita de trabalho de dois dias. 

Este será o tema de uma palestra à Royal Society, instituição centenária de apoio à ciência, e também uma das prioridades do mandato do português até 2019. 

Na semana passada, Carlos Moedas esteve em Kiev para assinar um protocolo com o Governo ucraniano que abre a participação daquele país no programa de financiamento Horizonte 2020, que já inclui outros países extra europeus como Israel, Turquia, Ilhas Faroé, Islândia ou Noruega. 

Em breve tenciona dirigir-se à Jordânia para visitar um projeto Sesame (Synchrotron-Light for Experimental Science and Applications in the Middle East) de um acelerador de partículas onde colaboram, entre outros, jordanos, israelitas, iranianos e palestinianos. 

"Há poucos projetos no mundo onde estão sentados cientistas de Israel com palestinos e iranianos. Mostra que a ciência é uma linguagem que senta à volta da mesa pessoas que de outra forma não estariam sentadas", vincou. 

Carlos Moedas defende que a União Europeia e a Comissão deveriam usar mais a diplomacia através da ciência. 

"É uma das minhas grandes prioridades, mostrar como a ciência e diplomacia podem dar a mão para ajudar a resolver conflitos, mesmo não chegando a uma solução total", disse.


Lusa
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