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Amnistia Internacional denuncia repressão letal contra manifestantes venezuelanos

A Amnistia Internacional condenou hoje a repressão contra manifestantes na Venezuela, que provocou 43 mortos no ano passado, denunciando casos de pessoas mortas a tiro, eletrocutadas e agredidas sexualmente.

© Carlos Garcia Rawlins / Reuters

A organização de defesa dos direitos humanos, com base em Londres, avisou ainda que, ao falhar na investigação e responsabilização dos responsáveis pelos abusos, a Venezuela "está a dar luz verde para que sejam cometidos mais abusos e violência".

"Na Venezuela, a maioria das violações dos direitos humanos não são investigadas, nem punidas", salienta a Amnistia num relatório divulgado hoje em Madrid.

"Em vez de dar uma mensagem clara de condenação destas violações dos direitos humanos, as autoridades têm procurado justificar as ações ilegais das forças de segurança com a necessidade de preservar a ordem pública e a estabilidade política", adianta o documento.

As forças de segurança e as milícias pró-governamentais espancaram, torturam e dispararam balas verdadeiras contra manifestantes durante vários protestos entre fevereiro e julho de 2014.

Recorrendo ao testemunho das vítimas e fotografias, o relatório de 47 páginas documenta casos de pessoas que foram vítimas de abuso sexual, asfixiadas, eletrocutadas e ameaçadas de morte enquanto estavam detidas.


Lusa
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