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Argentina qualifica como "uma loucura" ideia de que país quer invadir Malvinas

O ministro da Defesa argentino assegurou hoje que o seu país não foi informado sobre o reforço do dispositivo militar britânico nas Malvinas, qualificando como "uma loucura" a ideia de que a Argentina quer invadir aquele arquipélago.

© Marcos Brindicci / Reuters

"Não existe qualquer comunicação oficial britânica sobre um reforço da sua força militar nas Malvinas e, muito menos, existe uma política argentina que aborde essa possibilidade", declarou Agustín Rossi, em declarações à rádio argentina Radio FM Delta.

Questionado sobre uma notícia publicada na segunda-feira pelo diário britânico The Sun que dava conta de um alegado plano argentino, apoiado pela Rússia, para invadir as ilhas Malvinas, designadas pelos britânicos como ilhas Falklands, o ministro argentino respondeu que "era uma loucura".

O ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, anunciou hoje, no Parlamento, um plano que pretende reforçar e modernizar as infraestruturas de defesa nas Malvinas, antes de qualquer "ameaça" que possa surgir por parte da Argentina.

Segundo Fallon, o Governo de David Cameron vai investir 180 milhões de libras (cerca de 245 milhões de euros) nos próximos 10 anos, de forma a assegurar a proteção dos habitantes daquele território.

"Precisamos de modernizar o nosso dispositivo de defesa local para que o número de tropas presente no arquipélago seja suficiente e para que esteja corretamente equipado em termos de defesas aéreas e marítimas", referiu Michael Fallon, em declarações à estação britânica BBC.

As Malvinas, território britânico ultramarino reclamado por Buenos Aires, situam-se no oceano Atlântico sul, a 400 quilómetros da costa argentina e a 12.700 quilómetros de Londres. 

As ilhas são reivindicadas pela Argentina, mais de 30 anos passados sobre a guerra que opôs este país ao Reino Unido em 1982 durante 74 dias. Cerca de 900 pessoas morreram. A derrota precipitou a queda da ditadura militar no poder em Buenos Aires. 

"A ameaça sobre as ilhas persiste, bem como a nossa determinação de dizer muito claramente que os residentes têm o direito de continuarem britânicos e de beneficiar da proteção das nossas forças", acrescentou Michael Fallon.

"A ameaça persiste, é uma ameaça muito presente. Devemos responder e eu responderei", insistiu o ministro britânico.

Na resposta argentina, Agustín Rossi recordou que as autoridades de Buenos Aires têm denunciado em vários fóruns internacionais a "crescente presença militar britânica" nas Malvinas.

"A Argentina tem claro de que as suas reivindicações perante uma situação de colonialismo inadmissível têm de seguir o caminho destes anos, que é o caminho da diplomacia", concluiu o ministro argentino.

  





Lusa
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