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Manifestação junta milhares de estudantes e professores nas ruas de Madrid

Milhares de estudantes e professores universitários manifestaram-se hoje no centro de Madrid, numa marcha até ao Ministério da Educação, em protesto contra as políticas do governo de Mariano Rajoy para o ensino.

Andres Kudacki

Para os participantes no protesto, as medidas governamentais na área do ensino - caso do aumento de propinas no ensino superior - vão afastar os estudantes com menos recursos, como assinalou esta manhã a secretária-geral do Sindicato dos Estudantes, Ana García, à agência Lusa, falando num abandono de cerca de 45 mil alunos por impossibilidade económica de suportar os custos dos estudos.

Sob um forte aparato policial, que inclui carrinhas da polícia e a unidade de intervenção, os estudantes gritam palavras de ordem contra o governo de Rajoy e o ministro da Educação, ouvindo-se frases como "somos o futuro, porque nos estão a 'dar por trás'?" e "metam no cu a reforma laboral" e empunhando cartazes onde se lê "os cortes de hoje são o fascismo de amanhã".

A manifestação arrancou cerca das 19:00 locais [18:00 em Lisboa], partindo do passeio do Prado e seguindo em marcha lenta pela praça de Cibeles e pela rua Alcalá, em direção ao Ministério da Educação.

Além do aumento das propinas, os estudantes contestam a redução do valor das bolsas de estudo e do financiamento das universidades, tendo Ana García dito à Lusa que "o Governo quer e está a privatizar o Ensino Superior em Espanha", quando este "deveria ser gratuito ou muito mais barato, como em muitos países da Europa".

Foram convocadas manifestações para 40 cidades espanholas, numa ação de protesto que também incluiu, hoje, uma greve geral estudantil apoiada pela Plataforma Estatal pela Escola Pública, que engloba os principais sindicatos dos professores (CCOO, CSI-F, UGT, ANPE, CGT, MRP y STES), organizações estudantis (Sindicato dos Estudantes, Estudantes em Movimento e Faest) e de pais (Ceapa).


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