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Conferência internacional conclui que são urgentes medidas para evitar extinção de animais selvagens

Os participantes numa conferência internacional no Botsuana sobre o tráfico de animais selvagens defenderam hoje que é necessário tomar medidas a curto prazo para evitar a extinção de espécies emblemáticas como o elefante ou o tigre.

O incidente ocorreu em Wiyumiririe, uma aldeia da região de Laikipia, no centro do país, por onde passaram os elefantes que tinham saído da reserva de Olpejeta. (Arquivo)

O incidente ocorreu em Wiyumiririe, uma aldeia da região de Laikipia, no centro do país, por onde passaram os elefantes que tinham saído da reserva de Olpejeta. (Arquivo)

© Philimon Bulawayo / Reuters

Os 30 Estados e organizações não-governamentais (ONG) presentes na conferência, realizada em Kasane, no norte do Botsuana, emitiram hoje esta mensagem, depois de concluírem que o mundo começa a tomar consciência dos danos causados pelo tráfico ilegal de animais selvagens, mas que isso não é suficiente.

"O nível do tráfico continua a ser muito preocupante para muitas espécies selvagens", salientou Steven Broad, o diretor da TRAFFIC, o organismo encarregado de perseguir esta atividade criminosa.

Pela Declaração de Kasane, que se segue à de Londres, de fevereiro de 2014, os Estados signatários comprometem-se novamente a aplicar uma série de medidas.

As reações das ONG foram contrastantes: enquanto algumas saúdam os progressos já feitos, o IFAW (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal) sublinha que cerca de 15 dos 41 Estados subscritores da declaração de Londres não mantiveram as suas promessas.

"É assustador que países como o Chade, os Camarões e a República Democrática do Congo (RDC), cujas populações de elefantes estão extremamente ameaçadas pela caça furtiva, não tenham mostrado qualquer progresso para desacelerar o massacre", declarou Jason Bell, diretor do programa "Elefantes", do IFAW.

Lusa
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