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Campanha para eleições legislativas britânicas arranca segunda-feira

Começa oficialmente na segunda-feira a campanha para as eleições legislativas britânicas de 07 de maio, consideradas as mais renhidas das últimas décadas. 

© Stefan Wermuth / Reuters

A data de início da campanha eleitoral coincide com a dissolução formal do Parlamento, que acontece 25 dias úteis antes do escrutínio, embora os trabalhos tenham na prática encerrado na quinta-feira. 


A imigração, a recuperação económica, o sistema de saúde britânico ou as relações com a União Europeia são alguns dos temas mais controversos da agenda política britânica, e que deverão dominar as próximas cinco semanas. 


O líder trabalhista, Ed Miliband, promete "fazer melhor" do que o governo anterior, nomeadamente de investir mais nos serviços de saúde públicos e promover a melhoria das condições de vida dos trabalhadores de classe média e baixa britânicos, ao mesmo tempo que quer controlar a imigração. 


Na quinta-feira à noite, durante uma entrevista televisiva, Miliband garantiu ter fibra para assumir chefiar um governo, rematando: "Caramba, claro que sou forte o suficiente para ser primeiro-ministro". 


Embora nas sondagens individuais a sua popularidade seja inferior à do incumbente, David Cameron, o partido Trabalhista está empatado com o partido Conservador nas intenções de voto, razão pela qual Miliband considera estas "as eleições mais renhidas desta geração".  


O líder conservador, David Cameron, tem feito campanha para completar o trabalho feito nos últimos cinco anos a "dar a volta à economia do país", que o governo estima que irá crescer 2,5% em 2015, mais do que as principais economias ocidentais. 

O atual primeiro ministro prometeu na quinta-feira, na televisão britânica, investir em áreas como a educação e no apoio social, mas reiterou a necessidade de proceder a mais cortes e "eficiências" na administração pública. 


David Cameron mantém também com a promessa de realizar um referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia ou o abandono, defendido com fervor pelo Partido para a Independência (UKIP), cuja popularidade tem vindo a subir e ameaça retirar votos aos "tories". 


A fragmentação das intenções de voto afeta também o partido Trabalhista, que arrisca perder a maioria dos deputados na Escócia para os nacionalistas do SNP, os quais querem aumentar a presença na Câmara dos Comuns para poder influenciar o próximo executivo. 


Embora a popularidade dos Liberais Democratas, atualmente no governo de coligação com o partido Conservador, e do partido Verde sejam reduzidas, a falta de uma maioria absoluta pode fazer com que sejam peças essenciais numa nova coligação ou numa aliança que suporte um governo minoritário. 



Lusa