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TPI ordena regresso de líder ultranacionalista sérvio à prisão

O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ) revogou hoje a liberdade provisória do líder ultranacionalista sérvio, Vojislav Seselj, ordenando o regresso à prisão deste acusado de crimes contra a humanidade e de crimes de guerra. 

© Marko Djurica / Reuters

O TPIJ "ordena à câmara do tribunal para anular imediatamente a decisão de colocar Seselj em liberdade provisória e ordena o regresso [do acusado] à unidade de detenção das Nações Unidas" em Haia (Holanda), anunciou a instância internacional, num comunicado.  

Em novembro passado, o tribunal concedeu, sem qualquer restrição, a liberdade provisória a Vojislav Seselj, que regressou à Sérvia para receber tratamento médico contra um cancro. 

Apesar de ter autorizado o regresso de Vojsilav Seselj a Belgrado, a instância não chegou a pronunciar um veredicto.

O TPIJ está a julgar o líder ultranacionalista sérvio há cerca de 12 anos por crimes de guerra na Croácia (1991-95) e na Bósnia (1992-95). 

O ultranacionalista declarou-se como não culpado de nove acusações, que incluem assassínio, tortura, destruição de aldeias e conduta cruel. 

Desde a sua libertação, Vojislav Seselj, de 60 anos, tem assumido uma postura provocatória e atacado verbalmente a instância internacional, prometendo que não irá comparecer diante do TPIJ ou cumprir qualquer sentença.

Cabe agora à polícia sérvia cumprir a deliberação do TPIJ e prender Vojsilav Seselj.

"Esta decisão não me interessa, não vou definitivamente regressar a Haia por minha vontade própria", reagiu Seselj, em declarações à agência francesa AFP, acrescentando que a polícia sérvia ainda não o tinha contactado.

"Esperava que a cavalaria chegasse com grande pompa para me prender, mas ainda não se mostraram", afirmou o líder ultranacionalista sérvio.

Lusa

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