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Quénia decreta dois dias de luto nacional por ataque a universidade

O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, decretou hoje três dias de luto nacional, na sequência do ataque de quinta-feira perpetrado por grupo islamita 'shebab' e que provocou 148 mortos, a maioria dos quais estudantes

© Noor Khamis / Reuters

"Decreto três dias de luto durante os quais as bandeiras estarão a meia haste", declarou Kenyatta num discurso transmitido pela televisão e referente ao ataque à universidade, na quinta-feira à tarde, em Garissa (leste).

Na sexta-feira foram dadas por terminadas as operações das forças de segurança no local, com o ministro do Interior do Quénia, Joseph Nkaissery, a precisar que 142 estudantes morreram ao longo de quase 16 horas de ataque e cerco.

Além dos estudantes morreram também três agentes policiais e três militares, disse.

As autoridades quenianas indicaram que a universidade de Garissa tinha 815 estudantes matriculados, oriundos de todas as zonas do país e grande parte vivia na residência universitária tomada de assalto pelos atacantes.

"Os quatro terroristas foram mortos durante a operação para libertar os estudantes reféns", afirmou o ministro.

Um comando islamita entrou na quinta-feira, ao início da manhã, no recinto da universidade de Garissa, localidade do leste queniano, a cerca de 150 quilómetros da fronteira com a Somália, disparando ao acaso, antes de se refugiarem num edifício da residência universitária com um número indeterminado de reféns. 

Os islamitas somalianos 'shebab' reivindicaram o ataque, o mais mortífero no Quénia desde o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos em Nairobi, em 1998 (213 mortos), em represália pela presença militar queniana na Somália, onde um corpo expedicionário queniano combate este movimento desde final de 2011.



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