sicnot

Perfil

Mundo

Sobrevivente do ataque a universidade no Quénia esteve dois dias escondida num armário

Uma sobrevivente do ataque à Universidade de Garissa, no Quénia, foi hoje descoberta escondida dentro de um armário do edifício, mais de 50 horas depois do ataque que fez 148 mortos, a maioria estudantes, anunciou a Cruz Vermelha.

© Thomas Mukoya / Reuters

"Uma sobrevivente foi encontrada dentro da Universidade" pelas forças de segurança que se encontram no campus universitário, disse à agência de notícias francesa AFP Arnolda Shiundu, responsável pela comunicação da Cruz Vermelha no Quénia.

"Ela estava escondida dentro de um armário", especificou a mesma fonte.

Segundo Arnolda Shiundu a sobrevivente "foi levada para o hospital e está a ser examinada pelos médicos".

De acordo com uma fonte policial em Garissa, a sobrevivente esteve escondida num armário durante dois dias, tendo sido descoberta a meio da manhã de sábado, mais de 50 horas após o início do ataque perpetrado por um comando do grupo radical islâmico somali Al Shabab.

Em comunicado, este grupo ameaçou hoje fazer novos ataques no Quénia se o Governo não retirar as tropas que tem destacadas na Somália.

Na nota, intitulada 'Enterrando as esperanças do Quénia', os autores do atentado que na sexta-feira causou 148 mortos na universidade de Garissa, advertem que a presença do exército queniano na Somália, que acusam de matar civis e bombardear povos, levará a mais represálias contra a população queniana, que responsabilizam por ter elegido o atual Governo.

"Enquanto o vosso Governo persistir no caminho da opressão, pondo em prática políticas repressivas e continuar com a sistemática perseguição de muçulmanos inocentes, os nossos ataques também continuarão", adiantam no comunicado.

O ataque à universidade de Garissa foi o mais mortífero em solo queniano depois do atentado da Al Qaida contra a embaixada norte-americana em Nairobi em 1998, que causou 231 mortos.

No comunicado, cuja autenticidade foi confirmada por um porta-voz do Al Shabab, os islamitas ligados à Al Qaida explicam que no ataque à universidade separaram os muçulmanos dos cristãos para matar apenas estes.

 





Lusa
  • Vídeo 360º: nos céus de Lisboa como nunca esteve

    País

    Três Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa estiveram presentes sobre o Jamor, durante a final da Taça entre o Benfica e o Vitória de Guimarães. A SIC e o Expresso acompanharam a passagem das aeronaves através da colocação de câmaras 360º no cockpit de duas delas.

  • "Não podemos fazer de Lisboa uma cidade para turistas"
    2:44

    Opinião

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite da SIC, o mandato de Fernando Medina na Câmara de Lisboa. O comentador da SIC defendeu que o autarca tem "muitos problemas por resolver" e que a Câmara tem investido "mais na recuperação de zonas em que os lisboetas praticamente não conseguem ir". Sousa Tavares disse ainda que Lisboa não pode ser uma cidade para turistas.

    Miguel Sousa Tavares

  • "Putin é uma ameaça maior do que o Daesh"
    0:24

    Mundo

    O senador norte-americano John McCain atacou Vladimir Putin dizendo que é uma ameaça maior do que o Daesh. O antigo candidato à Casa Branca acusa a Rússia de querer destruir a democracia ao tentar manipular o resultado das presidenciais dos Estados Unidos.

  • Gelado de champanhe no centro de mais uma polémica que envolve Ivanka Trump 

    Mundo

    A filha do Presidente Donald Trump está envolvida em mais uma polémica depois de uma publicação da sua marca no Twitter durante o Memorial Day, assinalado esta segunda-feira. Feriado nacional nos Estados Unidos, criado após a Guerra Civil, a data presta homenagem aos militares americanos que morreram em combate. Um dia solene, no qual muitos acolheram mal a dica da marca da atual conselheira da Casa Branca: "Façam gelados de champanhe".

  • Morreu Yoshe Oka, a "hibakusha" que avisou o Japão sobre o ataque a Hiroshima

    Mundo

    Yoshe Oka, a primeira sobrevivente de Hiroshima que informou por telefone as autoridades japonesas sobre a destruição da cidade, em 1945, morreu com 86 anos, vítima de cancro, revelou hoje a família. A "hibakusha", nome pelo qual são conhecidos os sobreviventes dos ataques a Hiroshima e Nagasaki, sofria de doenças relacionadas com os efeitos do bombardeamento. Apesar das consequências do ataque, Oka difundiu, ao longo da vida, a experiência sobre o bombardeamento tendo participado em inúmeros atos pacifistas.