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Greenpeace ocupa plataforma petrolífera Shell para denunciar exploração do Ártico

 Militantes da organização ecologista Greenpeace ocuparam hoje uma plataforma petrolífera da Shell, que estava em viagem para o Oceano Ártico, para alertar para os perigos da exploração de hidrocarbonetos, indicou fonte daquela organização não-governamental.

© Sergei Karpukhin / Reuters

Seis ativistas da organização de defesa do ambiente subiram para a plataforma, de 38 mil toneladas, chamada "Polar Pioneer", quando se encontrava no Oceano Pacífico, a 1.200 quilómetros a oeste do Havai, utilizando barcos pneumáticos, a partir de um navio da Greenpeace, o "Esperanza"".

Os seis militantes, provenientes dos EUA, Alemanha, Nova Zelândia, Austrália, Suécia e Áustria, têm mantimentos para vários dias e podem comunicar com o mundo exterior, adiantou a Greenpeace, em comunicado.  

"Conseguimos! Estamos na plataforma da Shell. E não estamos sozinhos. Todos podem ajudar a transformar esta numa plataforma a favor do poder para o povo", afirmou uma das participantes, Aliyah Field, em mensagem divulgada através da rede social Twitter.

Outro participante, o neozelandês Johno Smith, da mesma forma, afirmou: "Estamos aqui para sublinhar que em menos de 100 dias a Shell vai estar no (Oceano) Ártico para pesquisar petróleo". 

Smith acrescentou que "este ambiente imaculado em necessidade de ser protegido para as gerações futuras e para todos os seres vivos que aí vão viver", contrapondo que "em vez disto, a Shell (prevê) beneficiar da fusão dos gelos para aumentar este desastre causado pelo homem". 

Uma porta-voz da Shell, Kelly Op de Weegh, confirmou à AFP que "manifestantes da Greenpeace embarcaram ilegalmente na "Polar Pionner", que está contratada pela Shell, colocando em perigo não apenas a segurança da tripulação como a dos próprios manifestantes". 

Kelly Op de Weegh disse também que "a Shell reuniu-se com organizações e indivíduos que se opõem à exploração petrolífera no Alasca [Estado dos EUA]", acrescentando que, apesar de "respeitar o ponto de vista" destes e "valorizar o diálogo", a Shell "não vai tolerar o emprego de táticas ilegais utilizadas pela Greenpeace ou permitir que estas a distraiam dos preparativos em cursos para realizar um programa de exploração seguro e responsável". 



Lusa