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Flavonoides do cacau podem atrasar progressão de diabetes tipo 2

Os flavonoides do cacau podem ajudar a atrasar a progressão da diabetes tipo 2, ao travar a perda de massa e função das células beta do pâncreas causada por esta doença, segundo um estudo divulgado esta terça-feira.

Os resultados mostram que os ratos alimentados com uma dieta rica em cacau durante a fase pré-diabética (entre as seis e as 15 semanas de vida) são capazes de diminuir os seus níveis de hiperglicemia. (Arquivo)

Os resultados mostram que os ratos alimentados com uma dieta rica em cacau durante a fase pré-diabética (entre as seis e as 15 semanas de vida) são capazes de diminuir os seus níveis de hiperglicemia. (Arquivo)

© Thierry Gouegnon / Reuters

Esta é a principal conclusão dos autores do estudo, membros do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), que demonstra pela primeira vez o potencial efeito antidiabético num modelo animal 'in vivo'.

Os resultados do trabalho, realizado em colaboração com a Universidade Complutense de Madrid e o Centro de Investigação Biomédica em Rede de Diabetes e Doenças Metabólicas Associadas (CIBERDEM) do Instituto de Saúde Carlos III, foram publicados na revista Molecular Nutrition and Food Research.

Em comunicado citado pela agência noticiosa espanhola Efe, o CSIC recorda que o cacau é um alimento rico em compostos bioativos como os flavonoides, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Recentemente, provou-se em cultura de células que os flavonoides do cacau possuem efeitos antidiabéticos ao promoverem a funcionalidade e a sobrevivência das células beta do pâncreas.

Os resultados mostram que os ratos alimentados com uma dieta rica em cacau durante a fase pré-diabética (entre as seis e as 15 semanas de vida) são capazes de diminuir os seus níveis de hiperglicemia.

Também melhoram a sensibilidade à insulina e desaceleram a perda de massa e o funcionamento das células beta pancreáticas.

Além disso, apresentam um aumento da atividade das defesas antioxidantes do pâncreas, que serve para melhorar a situação do stresse oxidativo e morte celular do estado pré-diabético.

Segundo os autores do estudo, são necessárias mais investigações que permitam definir a real dimensão destes benefícios e, sobretudo, esclarecer os seus mecanismos de ação.
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