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Indonésia adia execução de condenados, incluindo de um brasileiro

A Procuradoria indonésia anunciou hoje que a próxima execução de vários condenados à morte por tráfico de droga, incluindo de um brasileiro, vai ser adiada para depois do Congresso Ásia-África, previsto para o final do mês.

O brasileiro Rodrigo Gularte, 42 anos, foi condenado à morte na Indonésia (EFE/ Arquivo)

O brasileiro Rodrigo Gularte, 42 anos, foi condenado à morte na Indonésia (EFE/ Arquivo)

Efe

"A próxima celebração do congresso Ásia-África é a principal razão para a suspensão", disse o porta-voz da Procuradoria, Tonny T. Spontana, que inicialmente tinha indicado que a execução realizar-se-ia em abril, informa o jornal The Jakarta Post.

 

O cidadão brasileiro Rodrigo Gularte, detido em 2004 com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf, e condenado no ano seguinte, 2005, figura entre os 11 presos no corredor da morte, à espera de enfrentar o pelotão de fuzilamento.

 

As autoridades não querem levar a cabo as execuções enquanto estiverem na Indonésia os líderes africanos e asiáticos que vão assistir ao congresso e comemorar o 60.º aniversário da Conferência de Bandung, entre 18 e 24 de abril.

 

Apesar dos pedidos de clemência por parte dos países de origem dos condenados, como a Austrália, Brasil e França, o Presidente indonésio, Joko Widodo, reiterou a firmeza do seu Governo contra o tráfico de droga e rejeitou todos os apelos.

 

Em janeiro, a Indonésia executou seis traficantes de droga, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise diplomática entre a Indonésia e o Brasil.

 

A Indonésia, que retomou as execuções em 2013 depois de cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 condenados por tráfico de droga, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.

 

 Lusa

 

 

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