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Poucos progressos na missão de 15 anos da Unesco "Educação para todos"

Todas as crianças do mundo com educação escolar em 2015? Missão não cumprida, revela hoje a Unesco, que lançou o projeto "Educação para todos" no ano 2000. O relatório anual revela alguns progressos, mas o balanço é claramente dececionante. Apenas 1/3 dos 164 países atingiram os objetivos.

© Stringer . / Reuters

O principal objetivo que os 164 países se determinaram a atingir em 2000 em Dakar - instruir todas as crianças no ensino primário - foi conseguido por metade dos países (52%). Há 10% que se aproximaram do objetivo enquanto 9% estão demasiado longe de qualquer sucesso. É o caso dos países em conflito e guerras. Bem como países da África subsariana, o Iémen ou o Paquistão.

Um terço das crianças privadas de escola vivem em zonas de conflito, fenómeno que se agravou a partir de 2000 e que afeta particularmente as raparigas. Na Síria, por exemplo, muitos receiam a existência de uma "geração perdida". No final de 2013, 2,2 milhões de crianças sírias em idade escolar (de um total de 4,8 milhões) não frequentavam a escola.

Na Nigéria, onde mais de 200 raparigas que frequentavam a escola foram raptadas pelo grupo islâmico Boko Haram, são frequentes os ataques contra os estabelecimentos escolares.

Há no entanto países que, contra todas as expectativas, realizaram enormes progressos, como a Serra Leoa que, depois de 11 anos de conflito, conseguiu desde 2005 duplicar o número de crianças a ir à escola e reduzir o trabalho infantil.

"Ensino gratuito para todos"

Em 15 anos, "o mundo alcançou importantes progressos", considera a diretora-geral da Unesco,  Irina Bokova."Há mais uns milhões de crianças que estão escolarizadas em comparação com as estimativas que eram feitas em 1995". O número de crianças e adolescentes não escolarizados diminuiu 84 milhões, entre os quais, 52 milhões de raparigas.

Diferentes políticas permitiram este progresso: a abolição de pagamento de inscrição - Etiópia, Gana, Quénia, Malawi, Tanzânia, Burundi e Uganda -, campanhas para a educação das raparigas - Tajiquistão -, construção de escola - Moçambique -, refeições nas escolas - em 32 países da África subsariana. 

"Mas a tarefa está longe de estar concluída. Faltam-nos estratégias específicas, bem financiadas, que dêm prioridade aos mais pobres - e em particular às raparigas - que melhorem a qualidade do ensino (...) de modo a que a educação se torne verdadeiramente universal", alerta  Irina Bokova.

Em 2015, há 57 milhões de crianças e 63 milhões de adolescentes que não vão à escola.

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