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Ex-funcionário da Blackwater condenado a prisão perpétua por homícidos no Iraque

Um antigo funcionário da empresa de segurança privada norte-americana Blackwater foi condenado hoje em Washington a prisão perpétua e três outros a 30 anos de cadeia por terem morto 14 civis iraquianos em Bagdad, em 2007.

© Larry Downing / Reuters

Os quatro antigos funcionários da Blackwater foram condenados em outubro por várias acusações após os assassínios que ocorreram na praça Nisour, na capital iraquiana.

O incidente agravou o ressentimento contra os norte-americanos no Iraque e destacou a impunidade de que beneficiavam as empresas de segurança privada naquele país.

"É um crime grave. Ficou claro que estas jovens pessoas entraram em pânico", justificou o juiz, acrescentando que apoiava totalmente a decisão do júri naquela questão.

O júri considerou, por unanimidade, Nicholas Slatten culpado pelo assassínio de um civil iraquiano e os seus três colegas pelo assassínio de 13 iraquianos.

Após dois meses de julgamento, o júri reconheceu a intenção de Nicholas Slatten.

Antes do massacre, o homem disse aos pais que queria matar o maior número possível de iraquianos para se vingar do 11 de setembro, segundo documentos judiciais.

Catorze civis iraquianos foram mortos em Nisour, segundo investigadores norte-americanos e 17 de acordo com as autoridades iraquianas.

Depois do tiroteio, a Blackwater foi forçada a abandonar o Iraque, mas segundo telegramas diplomáticos norte-americanos revelados pelo 'Wikileaks', centenas de ex-funcionários daquela empresa continuam a trabalhar no país para outras empresas de segurança.






Lusa
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